Japão avalia pedido de Trump para enviar escolta em Hormuz – 16/03/2026 – Economia

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O Japão e a Coreia do Sul avaliam se irão ceder às pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para escoltar navios pelo Estreito de Hormuz enquanto o canal está fechado pelo Irã.

A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou ao parlamento nesta segunda-feira (16) que não foi tomada “nenhuma decisão sobre o envio de navios de escolta”.

“Continuamos a analisar o que o Japão pode fazer de forma independente e o que pode ser feito dentro da estrutura legal”, declarou.

A premiê viaja para Washington esta semana para um encontro com o americano, e o tema será uma das pautas a ser discutida. “Gostaria de iniciar discussões sólidas baseadas nos pontos de vista e na posição do Japão em relação à necessidade de uma desescalada rápida”, disse aos parlamentares.

Já o Gabinete do Presidente da Coreia do Sul emitiu uma nota afirmando que o país está cuidadosamente avaliando o pedido. “Manteremos contato próximo com os EUA a respeito deste assunto e tomaremos uma decisão após análise cuidadosa”, declararam neste domingo (15).

Além de Tóquio e Seul, a Austrália também respondeu ao pedido negando a intenção de enviar navios. Catherine King, integrante do gabinete do primeiro-ministro, disse à emissora estatal ABC que “não enviarão navios. “Sabemos o quão incrivelmente importante isso é, mas não é algo que nos tenha sido pedido ou para o qual estejamos contribuindo.”

As respostas ocorrem após Trump pressionar diversas nações para enviar navios de guerra à região com o objetivo de manter o trecho aberto para a navegação.

Em publicação na Truth Social, o presidente disse que os países que recebem petróleo por meio do estreito devem ajudar na passagem, e que os EUA também o fariam. “Os EUA também irão coordenar com esses países para que tudo ocorra de forma rápida, tranquila e eficiente.”

Trump também escreveu que esperava que China, Japão, Coreia do Sul, França e Reino Unido contribuíssem.

As publicações foram feitas após o chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmar, em entrevista à AFP, que diversos países estão entrando em contato com Teerã para garantir a passagem segura de suas embarcações. Araghchi não mencionou quais nações.

“No que diz respeito ao Irã, acreditamos que os países que participaram da agressão não devem se beneficiar de passagem segura pelo Estreito de Hormuz”, afirmou.

O trecho permanece fechado desde o início do mês, quando a Guarda Revolucionária iraniana anunciou o bloqueio, ameaçando incendiar qualquer navio que tentasse cruzar a região.

O fechamento tem impactado diversos países, especialmente os asiáticos, que são o principal destino do petróleo escoado por Hormuz. A commodity ultrapassou o patamar de US$ 100 na quinta-feira (12), chegando a cerca de US$ 106 às 5h da manhã desta segunda.

Com Reuters



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