ONU: situação dos direitos humanos na Venezuela ainda preocupa apesar de avanços

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O alto comissário da ONU para Direitos Humanos afirmou que a situação na Venezuela, após a intervenção militar americana em 3 de janeiro, ainda causa preocupações apesar de alguns avanços.

Para Volker Turk, a declaração do estado de emergência pelas autoridades venezuelanas, por exemplo, tem sido usada por forças de segurança e grupos civis armados como base para medidas de intrusão e de medo entre a população.

Lista de nomes

Durante apresentação ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, sobre os eventos na Venezuela, Turk pediu às autoridades que reavaliem o decreto e a necessidade de proporcionalidade.

Uma família de migrantes, incluindo uma mulher com uma mochila grande e uma criança pequena, passa por uma área de abrigo temporário no centro de recepção Lajas Blancas, em Darien, recebendo ajuda do pessoal da OIM.

Turk disse que venezuelanos, em geral, seguem vivendo um misto de esperança, medo e incerteza

Segundo ele, houve avanços para corrigir erros do passado. Uma nova lei de anistia foi adotada, em 19 de fevereiro, ainda que sem consulta com a sociedade. Mais de 7,7 mil pessoas foram soltas da prisão, mas a lista dos nomes ainda não foi entregue à ONU, apesar de pedidos de Turk.

Mesmo assim, nos últimos meses, mais de 950 venezuelanos foram presos, de forma arbitrária incluindo jornalistas, defensores de direitos humanos e políticos. Dentre os detidos há pessoas com deficiência e em condições críticas de saúde além de idosos e pelo menos uma criança.

Relatos de maus tratos e tortura

Turk afirma que de janeiro para cá, algumas preocupações estruturais e sistêmicas dos direitos humanos continuam existindo na Venezuela. O alto comissário recebeu relatos de práticas de tortura e maus tratos de presos incluído em Rodeo1, nos centros de Fuerte Guaicaipuro.

O chamado espaço cívico do país enfrenta restrições e após anos de repressão, muitos têm medo de falar. A lei sobre participação de ONGs impede o trabalho da sociedade civil.

Um retrato formal de Volker Türk, um homem careca usando óculos, um terno escuro e uma gravata vermelha, sentado em uma mesa com uma bandeira da ONU no fundo.

Volker Turk declarou que as autoridades precisam garantir que as reformas econômicas e investimentos

O chefe para Direitos Humanos da ONU ressalta que os venezuelanos continuam tendo dificuldade para obter serviços básicos de saúde, água, alimentos e saneamento.

As pessoas querem ter o direito de reunião e expressão, assim como muitos indígenas venezuelanos que não podem obter cuidados médicos e estão morrendo por isso. Eles também não têm direito à demarcação de seus territórios.

Reformas econômicas e esperança

Segundo ele, os venezuelanos, em geral, seguem vivendo um misto de esperança, medo e incerteza.

O alto comissário agradeceu a concessão de visto a seus colaboradores em 3 de março para que possam visitar a Venezuela.

Para Volker Turk, as autoridades precisam garantir que as reformas econômicas e investimentos sirvam aos venezuelanos e protejam seus direitos e seu meio ambiente. 



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