Equipe tenta acesso ao Irã para apurar ataques

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Nesta terça-feira, a Missão de Apuração de Fatos sobre o Irã lamentou não ter integrantes no país a reunir dados como os do ataque a uma escola de meninas que matou 168 crianças. 

Falando a jornalistas, em Genebra, um dos membros da Missão, Max du Plessis, declarou que os especialistas seguem sem   acesso ao Irã. 

Incerteza e caos gerados pelo conflito

Ele acrescentou que já pediu entrada e continuará a insistir. No entanto, revelou que, à distância, há certamente muita preocupação com as notícias a respeito desse ataque que está sendo avaliado, de forma prioritária.

Max du Plessis contou ainda que o bloqueio da internet também causa apreensão por isolar a população do acesso à informação e à conectividade. 

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Interrupções que se observam no espaço aéreo e nos corredores de transporte no Oriente Médio refletem-se nas operações humanitárias

O grupo revelou que outra questão preocupante é a incerteza e o caos gerados pelo conflito.

Em relação ao impacto da guerra sobre os civis e inocentes, Max du Plessis citou dados da Organização Mundial da Saúde, OMS, apontando para a morte de 1,3 mil pessoas.

Entre as vítimas fatais contam-se pelo menos 200 crianças com menos de 12 anos, bem como 200 mulheres. O número confirmado de feridos indica que o total chega a 9 mil.  Oito profissionais de saúde perderam à vida enquanto duas mortes de profissionais de saúde foram confirmadas em Israel. 

Menores e ataques a sítios do patrimônio cultural

Pelas informações do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, pelo menos 20 escolas foram danificadas.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, está preocupada em particular com ataques a sítios do patrimônio cultural. Foram danificados quatro dos 29 sítios locais desde o início da guerra do Irã. 

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, fala de grandes prejuízos na vida dos civis após relatos de até 3 milhões de novos deslocados ou pessoas que fugiram dos lares em busca de segurança.

Por todo o vizinho Líbano, continuam acontecendo confrontos entre as milicias Hezbollah e forças israelenses ao mesmo empo em que as necessidades humanitárias se acentuam.

Famílias sírias e libanesas, incluindo crianças, chegam ao cruzamento fronteiriço de Joussieh, em Homs Rural, Síria, em 10 de março de 2026, após cruzar do Líbano. O grupo carrega pertences, com ônibus e veículos nas proximidades. Uma delegação da UNICEF liderada pela vice-representante de programas Zeinab Adam está avaliando a situação e os serviços apoiados pela UNICEF para famílias deslocadas.

© UNICEF/Ramadhan Sulayman

Pessoas atravessam a fronteira do Líbano para a Síria na zona rural de Homs.

Na terceira semana da crise, estima-se que 830 mil pessoas tenham sido deslocadas no país, incluindo cerca de 290 mil menores. O conflito gerou 107 crianças mortas e 331 gravemente feridas.

Alimentos e pressão sobre sistemas de saúde

Numa situação tida como “extremamente alarmante”, agências da ONU ampliam o auxílio de emergência. Mas pioram o deslocamento, a insegurança alimentar e a pressão sobre sistemas de saúde já sobrecarregados devido ao impacto da guerra em expansão.

Com a equipe posicionada em Gaza e na Cisjordânia, o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos, Unops, alertou que os serviços públicos essenciais estão à beira do colapso. 

Nessas áreas é feita a compra de equipamentos essenciais, como clínicas móveis, estações de tratamento de água movidas a energia solar e maquinário para gestão de resíduos.

As interrupções que se observam no espaço aéreo e nos corredores de transporte no Oriente Médio refletem-se nas operações humanitárias e nas cadeias de suprimentos comerciais. 

Mercados de energia e transporte marítimo

A situação ameaça prejudicar a entrega de suprimentos básicos, onde já aumentou o risco de alta nos preços dos alimentos e estão ainda mais sobrecarregados os frágeis sistemas de saúde.

A crise em andamento no Oriente Médio interrompe o tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz, uma artéria vital para o comércio global, segundo a Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad. 

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Guerra aumentou o risco de alta nos preços

A agência prevê que os efeitos em cascata possam ir muito além da região, impactando os mercados de energia, o transporte marítimo e as cadeias de suprimentos.

Outro potencial é da alta de custos de energia, fertilizantes e transporte virem a fazer aumentar preços de alimentos e intensificar as pressões sobre o custo de vida, particularmente para os mais vulneráveis.

Teme-se que subam os valores de taxas de frete, preços de combustível marítimo e prêmios de seguro. 



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