Pelo menos 11 suspeitos foram mortos no oeste do México durante uma operação de segurança que tinha como alvo uma residência ligada à facção Los Mayos, do poderoso cartel de Sinaloa, afirmou a Marinha do país nesta quinta-feira (19).
Omar Oswaldo Torres, conhecido como “El Patas”, um dos líderes da facção, foi detido durante a operação, disse a Marinha. As autoridades não identificaram nenhuma das pessoas mortas na ação.
A Marinha afirmou ainda que seus agentes foram atacados após chegarem ao local no estado de Sinaloa, e que “em conformidade com o marco legal, repeliram o ataque”.
A Força também informou que localizou a filha de um chefe criminoso durante a operação, mas ela foi entregue à família após ser determinado que não tinha vínculos com atividades ilegais.
A Marinha também disse ter apreendido armas de alto calibre e táticas no local.
O chefe da organização é Ismael “El Mayo” Zambada, que está preso nos Estados Unidos, segundo o governo mexicano. O grupo trava disputa com a facção liderada pelos filhos de Joaquín “El Chapo” Guzmán, também preso nos EUA. Washington tem pressionado o México para combater os grupos narcotraficantes.
No mês passado, outra operação militar mexicana matou Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração, durante uma ação no estado de Jalisco.
“El Mencho” era o líder de longa data de um dos cartéis mais poderosos do México. Ele era considerado um dos criminosos mais violentos do país —os EUA ofereciam uma recompensa de US$ 15 milhões (R$ 78 milhões) por informações que pudessem levar até ele.
A operação desencadeou uma onda de violência em todo o México. Em 20 estados, incluindo Jalisco, houve bloqueio de rodovias com carros em chamas e incêndios em supermercados, bancos e veículos.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo Trump forneceu apoio de inteligência na operação, parabenizando o governo mexicano “por sua cooperação e pela execução bem sucedida”.
“Os Estados Unidos garantirão que os narcoterroristas que enviam drogas mortais ao nosso território sejam obrigados a enfrentar a justiça que há muito merecem”, disse ainda Leavitt no post no X.




