Senadores dos Estados Unidos agiram para acelerar a nomeação de Markwayne Mullin, indicado pelo presidente Donald Trump para chefiar o Departamento de Segurança Interna. A agência está no centro da campanha de deportação em massa do republicano.
O Comitê de Segurança Interna do Senado votou por 8 a 7 para enviar a nomeação de Mullin ao plenário da Casa com uma recomendação favorável. A maioria dos republicanos e um democrata votaram a favor do avanço da nomeação.
O republicano Rand Paul, presidente do comitê, votou contra. Com o voto favorável do democrata John Fetterman, no entanto, o apoio foi suficiente. Agora, espera-se que o senador enfrente uma votação de confirmação no plenário na próxima semana.
Havia expectativa de que Mullin fosse confirmado rapidamente, uma vez que ele é bem visto por seus colegas. Mas essa possibilidade foi colocada em dúvida nesta quarta-feira (18), quando o indicado entrou em conflito com Paul sobre seu temperamento.
O presidente do comitê ameaçou bloquear a votação se Mullin não detalhasse uma viagem que fez ao exterior enquanto era membro da Câmara —ação que o indicado afirmou ser sigilosa. Paul e o senador Gary Peters, o principal democrata na comissão, exigiram então que o colega revelasse os detalhes em uma sala segura após a audiência.
Mais tarde, Paul disse a jornalistas que planejava votar contra a confirmação de Mullin.
Se confirmado, ele assumirá o Departamento de Segurança Interna em um momento delicado. Sob a gestão da secretária Kristi Noem, que está deixando o cargo, o órgão avançou na meta de Trump de impor políticas de imigração mais rigorosas, reduzindo drasticamente as travessias ilegais da fronteira e aumentando a contratação de agentes do ICE, a polícia de imigração dos EUA.
No entanto, pesquisas mostram uma queda no apoio à agência após um ano de amplas ações de fiscalização da imigração em cidades governadas por democratas, incluindo Los Angeles, Chicago e Minneapolis. O departamento foi alvo de críticas de membros de ambos os partidos depois que dois cidadãos americanos foram mortos a tiros por agentes de imigração durante protestos em Minnesota.
Desde 14 de fevereiro, os democratas no Congresso se recusam a liberar verbas para o departamento, exigindo novas restrições à aplicação das leis de imigração.
Mullin é um apoiador ferrenho de Trump e de sua campanha de deportação em massa. Mas em sua audiência de confirmação, na quarta, tentou adotar um tom mais cooperativo e sugeriu que romperia com algumas das práticas de Kristi.
Ele disse aos senadores que, sob sua liderança, os agentes de imigração não entrarão mais em residências sem um mandado judicial, sugerindo uma mudança em relação às grandes operações de busca e apreensão em áreas urbanas.
Ele também prometeu revogar uma política que havia retardado o fluxo de verbas de auxílio em desastres por meio da Agência Federal de Gestão de Emergências, que é supervisionada pelo Departamento de Segurança Interna.




