O gabinete do secretário de Estado de Minnesota, nos Estados Unidos, recebeu uma intimação ordenando a entrega de registros individuais de eleitores para o governo federal. O governo Donald Trump investiga se pessoas que não são cidadãos americanos estão registradas para votar ou votaram em eleições passadas, algo que é ilegal no país.
As informações são da rede CBS News, que cita fontes anônimas com conhecimento direto do caso.
Segundo a emissora, a investigação federal está sendo conduzida pelo Departamento de Justiça e pelo Departamento de Segurança Interna. O secretário de Estado de Minnesota é a autoridade eleitoral máxima do estado —diferentemente do cargo de mesmo nome no governo federal americano, que cuida da diplomacia do país.
Porta-vozes do secretário de Estado de Minnesota, do Departamento de Segurança Interna e do Departamento de Justiça não responderam a pedidos de comentário da agência Reuters.
Promotores e investigadores federais estão exigindo registros referentes a mais de 125 indivíduos, disse uma das pessoas ouvidas pela CBS. Os registros que o departamento solicita não incluiriam as cédulas de votação em si. Até o momento, não houve acusação criminal.
A investigação é separada de outro processo em andamento contra Minnesota, este civil, aberto pelo Departamento de Justiça, que está tentando convencer um juiz federal a obrigar o estado a entregar uma lista completa e não editada de registro de eleitores. O Departamento de Justiça está processando dezenas de outros estados e o Distrito de Columbia, onde fica Washington, pelo mesmo motivo.
Minnesota, estado governado pelo Partido Democrata há décadas, tem sido um alvo constante do governo federal, que fez no início do ano operações anti-imigração rejeitadas por grande parte da população local. Dois cidadãos americanos foram mortos durante abordagens, o que amplificou as tensões.
O governo Trump, embora tenha recuado de algumas das medidas e da retórica agressiva contra os políticos adversários locais, escalou medidas retaliatórias contra o estado, principalmente relativas aos registros eleitorais —prioridade de Trump para o pleito de meio de mandato, no fim deste ano.
O estado também tem reagido às medidas. A promotora Mary Moriarty e o procurador-geral Keith Ellison processaram o governo federal pela repressão dos agentes de controle de imigração que resultou na morte dos dois cidadãos americanos, Renee Good e Alex Pretti. O processo foi protocolado na terça-feira (24) no Tribunal Distrital dos EUA, em Washington.




