A estatal de petróleo do Kuwait disse nesta segunda-feira (30) que um de seus superpetroleiros foi atingido pelo Irã enquanto estava ancorado no porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo a empresa, a embarcação pegou fogo e há o risco de um vazamento de petróleo nas águas do golfo Pérsico.
A Kuwait Petroleum Corporation afirmou que o petroleiro Al-Salmi estava totalmente carregado quando foi atingido por um drone iraniano. Por volta das 20h30, horário de Brasília, bombeiros estavam combatendo as chamas no navio, de acordo com o governo de Dubai. Não houve feridos.
O governo do Kuwait disse que suas defesas antiaéreas estavam interceptando projéteis iranianos, sem dar mais detalhes.
Desde que foi atacado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, o Irã, que não tem capacidades militares para atingir o território americano diretamente, vem disparando mísseis contra as monarquias árabes do Golfo, aliadas dos EUA.
Além de mirar bases americanas nesses países, Teerã já atacou infraestrutura energética e industrial, vem causando o fechamento frequente de aeroportos e alvejou repetidamente embarcações petroleiras nas águas da região, incluindo no estreito de Hormuz.
Mais cedo nesta segunda, por exemplo, o centro de monitoramento da Marinha do Reino Unido disse que um petroleiro que se aproximava do estreito foi atingido por um projétil, sem especificar a autoria do ataque. Não houve feridos nem vazamento de petróleo.
O Irã utiliza os ataques contra os vizinhos árabes como uma forma de pressionar indiretamente os EUA a encerrar a guerra. Até aqui, países como a Arábia Saudita, que possui uma Força Aérea com centenas de caças modernos, têm evitado retaliações a fim de não escalar o conflito ainda mais.
O país persa também fechou efetivamente o estreito de Hormuz, causando uma disparada nos preços de petróleo e gás natural ao redor do mundo.
Na última sexta, o Irã atacou uma base militar na Arábia Saudita destruiu um avião-radar Boeing E-3 Sentry dos EUA, além de outras três aeronaves. A destruição inédita de um veículo do tipo ocorreu por ataque com mísseis iranianos.
Após o ocorrido, o chanceler do Irã, Abbas Aragchi, instou os sauditas a expulsar as forças dos EUA de seu território. “O Irã respeita o Reino da Arábia Saudita e o considera uma nação irmã”, ressaltou o ministro. “Nossas operações são direcionadas contra agressores inimigos que não têm respeito por árabes ou iranianos, nem podem garantir qualquer segurança… É hora de expulsar as forças americanas”, acrescentou.
A perda do E-3 se soma à destruição de radares importantes dos EUA em bases na Jordânia, no Qatar e nos Emirados Árabes Unidos, no começo da guerra, sinalizando que os iranianos tem atingido seus alvos de maneira estratégica.




