(FOLHAPRESS) – A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (31) contra Márcio José Toledo Pinto, ex-assessor do STJ (Superior Tribunal de Justiça) suspeito de vender decisões da corte.
Toledo foi um dos indiciados no último relatório da operação Sisamnes, sob suspeita de crimes como corrupção e violação ao sigilo funcional.
A operação de busca e apreensão foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), devido à suspeita de obstrução de Justiça. Procurado, o advogado do ex-servidor disse que ainda não teve acesso aos autos e não irá se manifestar.
A PF afirmou ao ministro que Toledo estava perseguindo e filmando delegados responsáveis pela operação e chegou a pedir a prisão temporária dele, mas Zanin não viu necessidade.
O ex-servidor trabalhou em diversos gabinetes da corte. Ele foi demitido após virar alvo de uma investigação interna do STJ aberta após a revelação de relações de servidores do tribunal com o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves.
A demissão, sob a justificativa de que ele cometeu infrações no regime jurídico do servidor público, foi publicada em portaria assinada pelo presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, e diz que ele se valeu do cargo “para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública” e revelou “segredo do qual se apropriou em razão do cargo”.
Toledo é suspeito de irregularidades nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti -elas não são investigadas.
Ele é investigado por movimentações realizadas em processos “com alteração e exclusão de minutas internas em poucos minutos, inviabilizando a visualização por outras pessoas”, segundo decisão de Zanin.
Resultado mostra avanço operacional com crescimento da receita e melhora da alavancagem, apesar do prejuízo. No acumulado do ano, perdas caem mais de 78%, enquanto indicadores de rentabilidade e desempenho superam projeções financeiras
Estadao Conteudo | 11:30 – 31/03/2026
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