O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA podem encerrar seus ataques militares contra o Irã dentro de duas a três semanas e que Teerã não precisa chegar a um acordo como pré-requisito para que o conflito seja encerrado.
As declarações destacam as posições variáveis e, por vezes, contraditórias de Washington sobre como a guerra, agora em sua quinta semana, pode terminar. “Vamos sair muito em breve”, disse Trump a repórteres na Casa Branca nesta terça (31), afirmando que a retirada pode ocorrer “dentro de duas semanas, talvez duas semanas, talvez três”.
Questionado se uma diplomacia bem-sucedida com o Irã era um pré-requisito para os EUA concluírem o que chamaram de Operação Fúria Épica, Trump disse que não. “O Irã não precisa fazer um acordo, não”, disse ele. “Não, eles não precisam fazer um acordo comigo.”
A Casa Branca informou posteriormente que Trump fará um pronunciamento à nação “para fornecer uma importante atualização sobre o Irã” nesta quarta (1º).
Washington havia ameaçado anteriormente intensificar as operações militares caso Teerã não aceitasse um acordo de cessar-fogo de 15 pontos proposto pelos EUA, cujas principais exigências incluíam que o Irã se comprometesse a não buscar armas nucleares, suspendesse todo o enriquecimento de urânio e reabrisse totalmente o estreito de Hormuz.
Ainda nesta terça, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que Trump está disposto a fazer um acordo com o Irã para pôr fim à guerra. As negociações estão em andamento e ganhando força, disse Hegseth, mas os EUA estão preparados para continuar o conflito caso o Irã não cumpra as exigências.
“Temos cada vez mais opções, e eles têm menos… em apenas um mês definimos os termos, os próximos dias serão decisivos”, disse o secretário.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, disse que vem recebendo mensagens diretas do enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, mas que elas não constituem “negociações”, segundo a emissora Al Jazeera, do Qatar. As mensagens incluem ameaças ou troca de opiniões transmitidas por meio de “amigos”, acrescentou ele.
Trump também criticou países que não ajudaram nos esforços de guerra dos EUA, como o Reino Unido. Em uma postagem nas redes sociais, ele disse que, em resposta à escassez global de combustível, esses países deveriam comprar energia dos EUA ou encontrar “alguma coragem tardia, ir até o estreito e simplesmente TOMÁ-LA”.
França e Itália se opuseram a algumas operações militares dos EUA e de Israel, segundo pessoas próximas ao assunto, demonstrando como as divisões entre os aliados da Otan foram expostas pela guerra.




