O Conselho de Segurança da ONU avalia votar uma resolução proposta pelo Bahrein para permitir o uso da força para proteger a navegação comercial no estreito de Hormuz. A via marítima está bloqueada pelo Irã desde o início da guerra com Estados Unidos e Israel.
A movimentação levou a República Islâmica a alertar o órgão internacional. “Qualquer ação provocadora por parte dos agressores e seus apoiadores, inclusive no Conselho de Segurança da ONU em relação à situação no estreito de Hormuz, só complicará a situação”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, nesta sexta-feira (3).
A reunião estava inicialmente prevista para esta sexta-feira. Segundo diplomatas, a votação foi remarcada para sábado (4), já que sexta é feriado na ONU.
Na quarta (1º), Japão e França concordaram em coordenar esforços para pressionar pelo fim do conflito e para garantir a reabertura de Hormuz, principal rota de navios-tanque de petróleo do mundo. O anúncio foi feito pela primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.
Com o conflito no Oriente Médio em sua quinta semana, Japão, França e outros países enfrentam custos crescentes de energia. A menos que o estreito de Hormuz seja reaberto, podem ocorrer escassez de derivados de petróleo
Ainda na quarta, o Financial Times relatou que a Casa Branca ameaçou interromper o fornecimento de armas à Ucrânia para pressionar aliados europeus a integrar uma coalizão destinada a reabrir o estreito de Hormuz.
O presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu que as marinhas da Otan ajudassem a liberar a passagem em março, mas foi rejeitado pelas capitais europeias, que consideraram arriscado se envolver diretamente no conflito.




