Governo vê eleição na Hungria como teste do poder dos EUA – 10/04/2026 – Mundo

Governo vê eleição na Hungria como teste do poder dos


O governo brasileiro vê as eleições parlamentares da Hungria neste domingo (12) como um teste para uma possível interferência dos Estados Unidos no pleito presidencial no Brasil em outubro.

Parte do governo monitora a votação húngara para avaliar a eficiência das ações do governo Trump em favor do candidato da ultradireita, o primeiro-ministro Viktor Orbán.

O vice-presidente americano, J. D. Vance, esteve no país nesta semana e transmitiu juras de amor do presidente Donald Trump a Orbán. “O presidente ama você”, disse Vance. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, já havia estado no país fazendo campanha para o primeiro-ministro.

Pesquisas de opinião dão ao opositor Péter Magyar uma vantagem superior a dez pontos percentuais. Um resultado positivo para Orbán pode indicar capacidade de mobilização que deve soar alertas no Planalto.

Nas palavras de um integrante do governo Lula, a eleição húngara será a primeira lição de casa de observação para o Planalto avaliar como lidar com as tentativas de interferência americana. As eleições na Colômbia (em 31 de maio, em que concorre um candidato de esquerda apoiado por Gustavo Petro) e do Peru (também no próximo domingo) serão outros dois pontos de observação.

A eleição húngara será um dos principais temas debatidos no foro “Defendendo a democracia contra os extremismos”, que se realiza na Espanha na semana que vem, com a presença do presidente Lula.

O resultado do pleito no país também é visto como termômetro da força da ultradireita na União Europeia. Por enquanto, na avaliação do Planalto, os avanços da direita e ultradireita têm sido brecados, como demonstram os resultados das eleições municipais na França, com desempenho aquém do esperado da legenda de Marine Le Pen, e do referendo constitucional na Itália, uma derrota para a primeira-ministra Giorgia Meloni.

A Hungria é uma referência para a direita global. Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), participou da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês) na Hungria no início de março. Na ocasião, afirmou: “A comunidade internacional se une em resgatar a democracia brasileira, trabalhando para que tenhamos eleições limpas e transparentes.”

Em 2024, Bolsonaro passou dois dias na embaixada da Hungria, em Brasília, após uma operação da Polícia Federal apreender seu passaporte. Já se tratava da investigação da trama golpista, que culminaria em 2025 na condenação do ex-presidente. O mundo político entendeu o movimento como uma tentativa de se refugiar de uma prisão naquele momento.

O grupo político de Lula receia uma interferência americana nas eleições brasileiras desde que Trump voltou ao poder. Os dois líderes estabeleceram uma relação tida pelo Palácio do Planalto como cordial ao longo de 2025. O receio persiste mesmo assim.

Uma das tentativas de interferência teriam sido o tarifaço do ano passado, com objetivo explícito de beneficiar Bolsonaro, e as sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes.

Outro episódio citado foi a tentativa de Darren Beattie, conselheiro de Trump, de visitar o ex-presidente na prisão. Ele chegou a ser autorizado pela Justiça a realizar a visita, mas Lula barrou sua entrada no país.

No fim de março, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RS), pré-candidato à Presidência, fez discurso na CPAC no Texas pedindo que os EUA “monitorem a liberdade de expressão” do povo brasileiro e “apliquem pressão diplomática para que as instituições funcionem corretamente”.

Ele afirmou também que seria o escolhido para presidente desde que haja “eleições livres e justas”: “Se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, nós venceremos”, disse o senador.

Aliados de Lula avaliam que, mesmo na hipótese de Trump não se envolver diretamente em uma interferência no processo eleitoral brasileiro, existe a possibilidade de agentes menos graduados do governo americano agirem. O Departamento de Estado, órgão do governo americano responsável pelas relações internacionais do país, é uma das áreas da gestão Trump onde há mais representantes da base trumpista mais radical.



Fonte CNN BRASIL

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