
O secretário-geral da ONU saudou o anúncio feito nesta sexta-feira pelo Irã de que o Estreito de Ormuz está “completamente aberto” a todas as embarcações comerciais.
António Guterres afirmou que este é “um passo na direção certa”. Ele enfatizou que as Nações Unidas defendem a plena restauração dos direitos e liberdades internacionais de navegação no Estreito de Ormuz, a ser respeitada por todas as partes.
O líder da ONU adicionou que continua apoiando plenamente os esforços diplomáticos para encontrar um caminho pacífico para a superação do atual conflito no Oriente Médio.
Segundo agências de notícias, o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que o Estreito estará “completamente aberto” a navios comerciais durante a vigência do cessar-fogo entre Israel e Líbano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o bloqueio dos portos iranianos continuará até que um acordo de paz seja firmado.
Um navio-tanque transporta petróleo pelo mar
Já o secretário-geral da Organização Marítima Internacional, OMI, declarou que está verificando se a reabertura do Estreito prevê a liberdade de navegação para todas as embarcações.
Arsenio Domínguez postou em redes sociais que a OMI pretende avaliar as condições para passagem segura de embarcações.
Mais cedo, ele participou em Paris da Cúpula sobre a Liberdade de Navegação no Estreito de Ormuz, organizada por França e Reino Unido. O evento contou com a participação de mais de 50 países.
Dominguez enfatizou no encontro que o conflito geopolítico ao redor do Estreito de Ormuz está tendo um efeito muito negativo sobre os marinheiros e o transporte marítimo e impactando economias e populações ao redor do globo.
Aproximadamente 20 mil marinheiros e quase 2 mil embarcações permanecem presos no Golfo Pérsico.
O chefe da OMI afirmou que qualquer interrupção no transporte marítimo representa uma interferência global na segurança energética e alimentar.
O Estreito de Ormuz, localizado na costa do Irã, é uma passagem marítima estreita vital que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, considerada extremamente estratégica para o fornecimento global de energia.
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