Famílias processam OpenAI após ataque em escola no Canadá – 29/04/2026 – Mundo

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Familiares das vítimas de um dos tiroteios em massa mais mortais do Canadá acionaram a Justiça dos Estados Unidos contra a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, e seu CEO, Sam Altman.

O grupo sustenta que a companhia identificou a atiradora como uma ameaça crível oito meses antes do ataque, com base na análise de interações da suspeita com o chatbot, mas não alertou a polícia.

Os processos, apresentados em um tribunal federal em São Francisco nesta quarta-feira (29), acusam a OpenAI de omitir o caso para evitar expor o volume de conversas sobre violência no chatbot e não prejudicar os planos de uma oferta pública avaliada em quase US$ 1 trilhão (cerca de R$ 4,9 trilhões) .

O ataque a tiros ocorreu na cidade de Tumbler Ridge, no nordeste da Colúmbia Britânica, em fevereiro deste ano. Nove pessoas morreram, incluindo a atiradora, que se suicidou.

Um porta-voz da OpenAI chamou o episódio de “uma tragédia” e afirmou que a empresa tem tolerância zero para o uso de suas ferramentas na prática de violência.

“Como compartilhamos com autoridades canadenses, já fortalecemos nossas salvaguardas, incluindo melhorias na forma como o ChatGPT responde a sinais de sofrimento […] e no escalonamento de possíveis ameaças de violência”, disse o porta-voz em comunicado.

Os processos integram uma onda crescente de ações judiciais contra empresas de inteligência artificial, acusadas de não impedir interações que, segundo os autores, contribuem para automutilação, transtornos mentais e violência.

Este seria o primeiro caso nos EUA a apontar o ChatGPT como fator na facilitação de um tiroteio em massa. O advogado Jay Edelson, que representa os autores, afirmou que pretende apresentar novas ações nas próximas semanas em nome de outras pessoas afetadas.

As ações afirmam que recomendações internas da própria equipe de segurança da OpenAI foram ignoradas pela liderança da empresa. Segundo os processos, após identificar nas interações com o ChatGPT indícios de uma ameaça real e iminente, o time técnico teria sugerido acionar a polícia. A orientação, porém, não foi seguida pelos executivos.

De acordo com as investigações da polícia, Jesse Van Rootselaar, 18, matou a mãe e o padrasto em casa antes de ir até sua antiga escola, onde matou uma assistente educacional e cinco estudantes de 12 a 13 anos. Em seguida, cometeu suicídio.

Entre os autores da ação estão familiares das vítimas e uma menina de 12 anos que sobreviveu após ser baleada três vezes e continua internada em estado grave.

Segundo o processo, sistemas automatizados da OpenAI identificaram, em junho de 2025, conversas no ChatGPT nas quais a atiradora descrevia cenários de violência com armas de fogo.

A equipe de segurança teria recomendado acionar a polícia ao considerar a ameaça crível e iminente, segundo a ação. Altman e outros líderes da OpenAI teriam ignorado a recomendação, e a polícia nunca foi acionada, afirma o processo.

A conta da atiradora foi desativada, mas ela conseguiu criar uma nova conta e continuar usando a plataforma para planejar o ataque, ainda segundo a ação, que cita reportagem do Wall Street Journal.

Na semana passada, um jornal local de Tumbler Ridge publicou uma carta aberta na qual Altman disse estar “profundamente arrependido” por o caso não ter sido reportado à polícia.

Em nota publicada na terça-feira (28), a OpenAI afirmou que treina seus modelos para recusar solicitações que possam “facilitar significativamente a violência” e que notifica autoridades quando há “risco iminente e crível de dano a terceiros”.

A empresa disse que aprimora continuamente seus modelos e métodos de detecção com base no uso e na contribuição de especialistas.

As ações pedem indenizações em valores não especificados e uma ordem judicial para que a empresa reformule suas práticas de segurança, incluindo protocolos obrigatórios de comunicação com autoridades.

Os processos se somam a outras ações recentes contra a OpenAI em tribunais estaduais e federais dos EUA, que acusam o ChatGPT de facilitar comportamentos nocivos, suicídio e, em ao menos um caso, homicídio seguido de suicídio.

Ainda em fase inicial, os casos devem levar a Justiça a discutir o papel de plataformas de IA na promoção da violência e até que ponto empresas podem ser responsabilizadas por seus sistemas ou pelos atos de usuários.

A OpenAI nega as acusações e, em um dos casos, argumenta que o autor tinha histórico prolongado de doença mental.

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou neste mês a abertura de uma investigação criminal sobre o papel do ChatGPT em um tiroteio ocorrido na Universidade Estadual da Flórida.



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