O rei Charles 3º fez uma escala, nesta sexta-feira (1º), no território insular britânico das Bermudas, após uma visita considerada diplomaticamente bem-sucedida aos Estados Unidos nesta semana.
Charles evitou comentar as tensões envolvendo o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Keir Starmer, relacionadas à recusa do Reino Unido, junto com outros aliados europeus, em aderir à guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que já dura mais de dois meses.
O monarca foi recebido no aeroporto de Hamilton, a capital do território, pelo primeiro-ministro David Burt e outras personalidades.
Charles saudou um grupo de estudantes e conversou com eles na escadaria da igreja de São Pedro, em Saint George’s.
“Obrigado por vir”, disse um membro do público, segurando uma pequena bandeira britânica no primeiro dos dois dias desta escala.
Charles recebeu a saudação real, e a banda do Regimento Real das Bermudas tocou o hino nacional antes de adotar um tom mais descontraído, com a música “Jamming”, de Bob Marley and The Wailers.
O rei chegou às Bermudas na noite de quinta-feira (30). Esta é a primeira visita de Charles a um território britânico ultramarino desde que assumiu como monarca em 2022, após a morte de sua mãe, a rainha Elizabeth 2ª
Na terça-feira (28), Charles discursou no Congresso dos EUA e afirmou que o mundo vive “momentos de incerteza”, no contexto das guerras no Irã e na Ucrânia e da tentativa de atentado contra Donald Trump, ocorrida no último sábado (25), em Washington. O rei também disse que a aliança entre EUA e Reino Unido é “insubstituível e inquebrável”.
No último dia da visita real aos EUA, Trump disse na quinta-feira que estava suspendendo as tarifas sobre o uísque do Reino Unido.
O presidente republicano, que tem usado tarifas como ferramenta de política externa, disse em uma publicação na rede Truth Social que em breve estaria removendo tarifas e restrições relacionadas à capacidade da Escócia de trabalhar com Kentucky na produção de uísque e bourbon.
Trump disse que a medida foi “em honra ao Rei e à Rainha do Reino Unido”. O presidente americano, um admirador declarado da monarquia, elogiou Charles durante sua visita de Estado de quatro dias, dizendo que ele era o “maior rei”.
Embora o motivo oficial da viagem tenha sido o iminente 250º aniversário de independência dos EUA, ela também foi planejada para restaurar os laços entre os dois países.
A rainha Camilla, que o acompanhou durante a passagem pelos EUA, não participou da etapa da viagem nas Bermudas. O casal real agradeceu aos americanos pela “calorosa recepção” durante a primeira viagem ao país como monarcas.




