Juíza critica detenção severa de suspeito de atacar Trump – 04/05/2026 – Mundo

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Uma juíza federal dos Estados Unidos expressou preocupação pelo fato de Cole Thomas Allen —homem que teria tentado matar Donald Trump em jantar com a imprensa no fim de abril— estar mantido em detenção excepcionalmente severa por vários dias.

Durante uma audiência marcada às pressas em Washington, a juíza Zia Faruqui exigiu respostas sobre como o homem havia sido colocado em vigilância contra suicídio, privado de vários serviços básicos e mantido no que chamou de “confinamento solitário efetivo” por quase uma semana, enquanto o governo demorava a estabelecer fatos cruciais no processo federal contra ele.

Cole Tomas Allen, 31, compareceu ao tribunal na última semana, onde os promotores o acusaram de tentar assassinar Trump e disparar uma arma enquanto invadia o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, um evento anual para jornalistas.

O Departamento de Justiça também acusou Allen de transportar armas, incluindo uma espingarda, da Califórnia para Washington, e de conspirar para matar vários funcionários de alto escalão em uma ordem pré-determinada.

Esperava-se que Allen comparecesse ao tribunal no final de maio, mas Faruqui marcou uma audiência rápida nesta segunda depois que os advogados do suspeito levantaram alertas no fim de semana sobre as condições de sua detenção. Entre outras coisas, seus defensores afirmaram que ele havia sido colocado em vigilância contra suicídio sem uma avaliação psiquiátrica completa e estava sendo mantido regularmente em isolamento por até 23 horas por dia.

Tony Towns, funcionário do Departamento de Correções de Washington, disse ao tribunal que o processo de avaliação psiquiátrica havia sido rotineiro, acrescentando que “cada caso é diferente” e que nenhuma decisão final havia sido tomada sobre como Allen seria mantido em custódia daqui para frente.

Na audiência, Faruqui questionou Towns sobre como Allen havia sido colocado sob vigilância, privando-o de alguns privilégios básicos, incluindo visitas, ligações não relacionadas a questões jurídicas e acesso a uma bíblia. Eugene Ohm, um defensor público federal que representa Allen, disse que ele havia sido mantido sozinho por até 23 horas por dia —condições que Faruqui descreveu como “confinamento solitário efetivo”. “Obviamente, estou muito preocupado com o modo como chegamos a este ponto”, disse Faruqui.

A juíza comparou o tratamento dado a Allen com o de dezenas de pessoas condenadas por crimes violentos durante o motim no Capitólio em 6 de janeiro de 2021, que foram colocadas em alojamentos de segurança mais baixa e isentas de medidas de prevenção de suicídio. Em comparação, disse Faruqui, Allen foi colocado nas condições “mais punitivas e severas”, apesar de não ter antecedentes criminais. “Ele tem sido tratado de maneira completamente diferente de qualquer pessoa que eu já tenha visto”, acrescentou a juíza.

Faruqui ordenou que o Departamento de Correções apresente um relatório até a manhã desta terça, informando qualquer decisão ou atualização sobre a situação de alojamento de Allen.

Durante toda a audiência, Allen pareceu subjulgado, vestido com um macacão laranja. No final da audiência, ele acatou o pedido de Faruqui de que continuasse a se comunicar por meio de seus advogados caso as condições não melhorassem. “Você não pode simplesmente aceitar que é assim que as coisas vão ser”, disse a juíza, recebendo um aceno de cabeça do suspeito.

Desde a audiência inicial de Allen na semana passada, o governo tem se mostrado mais determinado em pedir penas severas. Na última semana, os investigadores apresentaram novas informações sobre as horas que antecederam o jantar, divulgando uma linha do tempo que, segundo eles, mostrava Allen inspecionando a ala do hotel onde o evento foi realizado e se preparando para tentar realizar um ataque.

Mesmo que os promotores tivessem inicialmente anunciado acusações graves contra Allen, que poderiam acarretar uma pena de prisão perpétua, o governo havia evitado fazer uma constatação fundamental: que foi Allen quem atirou e feriu um agente do Serviço Secreto que foi hospitalizado após o jantar.

Mas, no fim de semana, Jeanine Pirro, procuradora federal em Washington, disse que os investigadores concluíram que Allen era o responsável. “É definitivamente a bala dele”, disse ela no programa “State of the Union” da CNN no domingo.

“Este foi um ato violento e premeditado, calculado para derrubar o presidente e qualquer pessoa que estivesse na linha de fogo”, disse Pirro.



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