
O Escritório de Direitos Humanos da ONU pediu que Israel liberte imediata e incondicionalmente o brasileiro Thiago de Ávila e o espanhol/sueco Saif Abukeshek.
Ambos são membros da Flotilha Global Sumud, um grupo de ativistas de diversos países que tenta apoiar a população de Gaza levando ajuda humanitária. Thiago e Said foram capturados em águas internacionais e levados para Israel, onde continuam detidos sem acusação.
Em nota divulgada nesta quarta-feira, o porta-voz do Escritório de Direitos Humanos, Thameen Al-Kheetan, afirmou que não é crime demonstrar solidariedade e tentar levar ajuda humanitária à população palestina em Gaza, que está em grande necessidade.
A nota ressalta que “relatos perturbadores de maus-tratos severos” contra os dois ativistas devem ser investigados, e os responsáveis devem ser levados à justiça.
Al-Kheetan pediu o fim do uso por Israel de detenções arbitrárias e de legislação antiterrorismo “vagamente definida, inconsistente com o direito internacional”.
A ONU pede ainda o fim do bloqueio a Gaza para permitir que a assistência humanitária chegue em quantidades suficientes.
Já no Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, a Organização Marítima Internacional, OMI, confirmou um ataque a uma embarcação francesa, afirmando que oito tripulantes ficaram feridos.
Segundo agências de notícias, o ataque ocorreu na noite de terça-feira e causou danos ao navio de carga San Antonio, da empresa francesa CMA CGM. Os feridos foram evacuados e estão recebendo tratamento.
O incidente ocorre após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país guiaria navios com segurança pela região de Ormuz, no âmbito do “Projeto Liberdade”.
Nesta quarta-feira os membros do Conselho de Segurança se reúnem a portas fechadas para falar da situação no Oriente Médio. O encontro foi solicitado pelo Bahrein na sequência de ataques realizados pelo Irã em 4 de maio contra os Emirados Árabes Unidos.
O Bahrein descreveu os atos militares como “graves ameaças à paz e à segurança internacionais, à infraestrutura crítica, à segurança marítima e à estabilidade regional”.
A subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, deve participar do encontro e apresentar um informe sobre a situação na região.
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