Gaza: Israel intercepta barcos e abre fogo contra flotilha – 19/05/2026 – Mundo

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Forças israelenses interceptaram outras dez embarcações, abrindo fogo contra pelo menos duas delas, de uma flotilha de ajuda humanitária que navegava em direção a Gaza nesta terça-feira (19), de acordo com imagens de vídeo e organizadores da flotilha. Israel afirmou não ter usado munição real e que não houve vítimas.

A flotilha fazia uma nova tentativa de entregar ajuda à Faixa de Gaza depois que missões anteriores foram capturadas por Israel em águas internacionais. Vídeos da transmissão ao vivo da flotilha mostraram soldados disparando contra duas das embarcações. O tipo de munição utilizada não ficou evidente.

“Em nenhum momento foi disparada munição real”, disse o Ministério das Relações Exteriores de Israel em comunicado. “Após múltiplos avisos, meios não letais foram empregados em direção às embarcações —não contra os manifestantes— como advertência. Nenhum manifestante ficou ferido durante esses eventos”, acrescentou.

A organização brasileira da Flotilha Global Sumud afirmou que 41 barcos já haviam sido interceptados na operação de segunda. “Com muito mais truculência”, diz a porta-voz da organização, outros 10 foram capturados nesta terça. A flotilha navegava pelo Mediterrâneo oriental e teve cerca de 428 participantes de mais de 40 países detidos.

Três brasileiras foram capturadas pelas forças israelenses na primeira operação: Beatriz Moreira, militante do Movimento de Atingido por Barragens, Ariadne Teles, advogada de direitos humanos e coordenadora da Global Sumud Brasil, e Thainara Rogério, desenvolvedora de software, nascida no Brasil, e cidadã espanhola.

Já nesta terça, o quarto brasileiro participante da flotilha, o médico pediatra Cássio Pelegrini, foi também capturado. Segundo a organização, os quatro não puderam ser contatados desde as operações. Ariadne Teles e Thainara Rogério afirmaram, momentos antes da captura, que entrariam em greve de fome até suas solturas.

A organização repudiu o que chamou de “quase 35 horas de agressão naval e violência contínuas” por parte das forças israelenses “abordando e sequestrando violentamente todos os navios e participantes” da iniciativa. Segundo o comunicado, a embarcação que conseguiu chegar mais perto do território palestino foi interceptada a 80 milhas náuticas (148 km) da costa de Gaza.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel havia dito na segunda que “não permitirá nenhuma violação do bloqueio naval legal sobre Gaza”.

O Itamaraty emitiu uma nota na segunda em conjunto com Ministérios das Relações Exteriores de outros nove países em que “condenam, nos mais fortes termos, os renovados ataques israelenses” à flotilha. O texto repudia os “atos hostis” de Tel Aviv, expressa “séria preocupação com a segurança e integridade dos participantes” da iniciativa e demanda “a libertação imediata de todos os ativistas detidos”.

A nota ainda pede reação da comunidade internacional e reafirma que os “repetidos ataques contra iniciativas humanitárias pacíficas refletem continuado desrespeito ao direito internacional e à liberdade de navegação”. Além do Brasil, assinam o documento Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia.

Falando em Ancara na noite de segunda, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, condenou a intervenção contra os “viajantes da esperança” na flotilha e pediu à comunidade internacional que aja contra as ações de Israel.

Navios da Flotilha Global Sumud haviam zarpado pela terceira vez na quinta-feira do sul da Turquia, depois que tentativas anteriores de entregar ajuda a Gaza foram interceptadas por Israel em águas internacionais.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos disse na terça-feira que estava impondo sanções contra quatro pessoas associadas ao que descreveu como a flotilha “pró-Hamas“. Ativistas pró-palestinos afirmam que Israel e os EUA erroneamente confundem sua defesa dos direitos palestinos com apoio a extremistas do Hamas.

Palestinos e organizações internacionais de ajuda humanitária dizem que os suprimentos que chegam a Gaza ainda são insuficientes, apesar de um cessar-fogo acordado em outubro que incluía garantias de aumento da ajuda.

A maioria dos mais de 2 milhões de habitantes de Gaza foi deslocada, muitos agora vivendo em casas bombardeadas e barracas improvisadas montadas em terrenos abertos, à beira de estradas ou sobre os escombros de prédios destruídos. Israel, que controla todo o acesso à Faixa de Gaza, nega reter suprimentos para os palestinos.



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