Análise da OMS indica aumento de ataques a instalações de saúde no Oriente Médio

1775856671_image770x420cropped.jpg


Valéria Maniero*

No terceiro relatório global divulgado pela Organização Mundial da Saúde sobre o conflito, a agência diz que os ataques aos serviços de saúde aumentaram, comprometendo o funcionamento dos sistemas e violando o direito humanitário internacional. 

Segundo o documento, o aumento foi particularmente acentuado no Líbano, com ofensivas afetando hospitais, ambulâncias e profissionais de saúde.

Alívio com cessar-fogo

Esta semana, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, já havia condenado a situação, dizendo, por exemplo, que os ataques não poderiam ser normalizados. 

No relatório, a OMS afirma que “o cessar-fogo de duas semanas representa um alívio no Irã, mas não no Líbano; e que, por si só, não resolverá os desafios das necessidades de saúde em todo o Oriente Médio.

media:entermedia_image:15b7813f-1e6d-4f1a-8e32-5624d5978170

 

O acesso humanitário e o espaço operacional continuam sendo desafios críticos, de acordo com a organização. 

Segundo a OMS, o conflito danificou a infraestrutura civil, especialmente instalações de energia e dessalinização e que tem conhecimento de quatro ataques a usinas de dessalinização de água no Irã, Bahrein e Kuwait. 

Escassez de água

A agência da ONU diz que no Oriente Médio, vários países dependem da dessalinização e que interrupções podem provocar escassez de água, fechamento de hospitais e surtos de doenças transmitidas pela água. 

Esse relatório trata da situação de saúde e das atualizações operacionais da organização nos países afetados das regiões do Mediterrâneo Oriental e da Europa, bem como as atividades e prioridades da resposta global da OMS.

Além disso, a entrega de suprimentos humanitários de saúde para a região e outras áreas está sendo limitada pelas restrições ao espaço aéreo regional e pelo aumento dos custos de transporte. 

media:entermedia_image:638cb8b0-664c-46c9-97d5-0954d40a2396

No entanto, até o momento, graças ao trabalho das agências humanitárias, não foram relatadas faltas significativas de suprimentos médicos. A produção e a disponibilidade global de insumos essenciais de saúde permanecem estáveis.

As principais ameaças à saúde continuam sendo os riscos relacionados a traumas e ferimentos, a interrupção do tratamento de doenças não transmissíveis, a dificuldade de acesso aos cuidados de saúde — inclusive para pessoas deslocadas —, o potencial de disseminação de doenças em abrigos e os riscos radiológicos, nucleares e químicos industriais, incluindo o possível impacto sobre a saúde ambiental e o acesso à água. 

Resposta global e regional 

A OMS está mapeando e priorizando ativamente os riscos à saúde em toda a região, incluindo aqueles decorrentes do deslocamento populacional e dos ataques diretos à infraestrutura. 

A resposta é orientada por uma forte coordenação em nível regional e depende de informações oportunas e confiáveis vindas do terreno, bem como de apoio contínuo dos doadores.

A agência continuará definindo e implementando ações práticas, incluindo a consolidação de evidências relevantes para apoiar os Ministérios da Saúde e as comunidades na gestão e uso seguros da água, do saneamento e da higiene, além de fornecer apoio técnico relacionado à mitigação de riscos ligados à qualidade do ar e à poluição ambiental.

Cobertura vacinal

Os esforços se concentrarão em identificar e apoiar soluções de contingência para instalações críticas de saúde em caso de perda de energia, fortalecer a cobertura vacinal em áreas vulneráveis e garantir a prontidão para surtos de doenças. 

media:entermedia_image:542d1143-b7a5-46ed-ba3c-019022830b02

Além disso, a OMS está apoiando o planejamento de contingência para garantir, por exemplo, a continuidade do atendimento e dos serviços essenciais de saúde, o fortalecimento dos sistemas de vigilância e alerta precoce e a coordenação dos esforços de resposta dos parceiros. 

Embora o foco nos serviços de saúde de emergência, em paralelo à continuidade dos programas em andamento, permaneça, a OMS defende a mudança de atenção para a continuidade dos serviços essenciais em abrigos e para o alcance de comunidades de difícil acesso, por meio de clínicas móveis e serviços comunitários. À medida que a crise evolui, é importante envolver as comunidades, compreender as preocupações e monitorar as necessidades. 

*Valéria Maniero é correspondente da ONU News em Genebra



Source link

Leia Mais

naom_69bd100aa9e66.webp.webp

Amigos dizem que excesso de treino afetou morte de Chuck Norris, diz site

abril 10, 2026

Líbano se reunirá com Israel, que nega trégua ao Hezbollah

Líbano se reunirá com Israel, que nega trégua ao Hezbollah – 10/04/2026 – Mundo

abril 10, 2026

177582976569d90305b398b_1775829765_3x2_rt.jpg

Trump promete ajudar economia da Hungria se Orbán vencer – 10/04/2026 – Mundo

abril 10, 2026

naom_5803cfc96a060.webp.webp

Grupo armado explode agência do Banco do Brasil no interior de Minas Gerais

abril 10, 2026

Veja também

naom_69bd100aa9e66.webp.webp

Amigos dizem que excesso de treino afetou morte de Chuck Norris, diz site

abril 10, 2026

Líbano se reunirá com Israel, que nega trégua ao Hezbollah

Líbano se reunirá com Israel, que nega trégua ao Hezbollah – 10/04/2026 – Mundo

abril 10, 2026

177582976569d90305b398b_1775829765_3x2_rt.jpg

Trump promete ajudar economia da Hungria se Orbán vencer – 10/04/2026 – Mundo

abril 10, 2026

naom_5803cfc96a060.webp.webp

Grupo armado explode agência do Banco do Brasil no interior de Minas Gerais

abril 10, 2026