Um ataque aéreo israelense matou pelo menos 10 pessoas e deixou diversos feridos nesta segunda-feira (6) do lado de fora de uma escola que abrigava palestinos deslocados, segundo autoridades de saúde em na Faixa de Gaza.
Antes do ataque, um grupo de palestinos havia entrado em confronto com membros de uma milícia apoiada por Israel que estaria tentando sequestrar pessoas na escola, disseram médicos e moradores.
Em meio aos confrontos, a leste do campo de refugiados de Maghazi, no centro da Faixa de Gaza, drones israelenses dispararam dois mísseis na área, matando pelo menos 10 pessoas e ferindo outras, disseram.
O número exato de civis mortos ainda não foi esclarecido. Os ataques atingiram um bairro povoado principalmente por pessoas deslocadas pelo conflito no território. O morador Ahmed al-Maghazi disse que a área foi atacada por membros da milícia apoiada por Israel que opera no território adjacente à porção da Faixa de Gaza controlada por Israel.
“Os moradores tentaram defender suas casas, mas as forças de ocupação os atacaram diretamente”, disse ele à Reuters. Mais tarde, um líder de uma das milícias apoiadas por Israel teria dito em vídeo que eles haviam matado cerca de cinco membros do Hamas. Não houve comentário imediato do grupo terrorista, que classifica os milicianos como “colaboradores de Israel”.
Também nesta segunda, um ataque aéreo israelense matou um palestino e feriu uma criança na Cidade de Gaza e soldados mataram um homem em um veículo, segundo médicos. O Exército israelense não comentou nenhum dos três incidentes.
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, afirma que Israel matou pelo menos 700 pessoas desde o início do cessar-fogo, acordado em outubro de 2025 e que colocou fim aos conflitos de maior escala no território que ocorriam desde 2023, após o ataque de 7 de Outubro. Israel diz que quatro soldados foram mortos por terroristas em Gaza durante o cessar-fogo
A violência ocorre enquanto o Hamas continua a resistir a entregar as armas, o que se configura um grande obstáculo nas negociações para implementar as próximas etapas do plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
No domingo, o braço armado do Hamas disse que discutir o desarmamento antes de Israel se retirar totalmente de Gaza seria uma tentativa de manter o que o grupo chamou de genocídio contra o povo palestino.
Os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 contra Israel mataram 1.200 pessoas, segundo contagens israelenses. A campanha israelense que se seguiu matou mais de 72 mil palestinos em cerca de dois anos, a maioria civis, segundo autoridades de saúde de Gaza. A ofensiva espalhou a fome, reduziu a maior parte da faixa a escombros e deslocou a maioria de sua população.




