Australiana é acusada de envenenar parentes de ex-marido – 25/06/2025 – Mundo

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Um caso de triplo homicídio por envenenamento de cogumelos tem mobilizado a Austrália, e há a expectativa de que o júri formado para julgar Erin Patterson comece a deliberar até o fim desta semana. Ela é acusada de ter servido um bife Wellington recheado com cogumelos venenosos durante um almoço em família em julho de 2023 que deixou três mortos —entre eles, seus sogros— e um sobrevivente em coma.

A defesa de Erin sustenta que tudo não passou de um “terrível acidente”, em um episódio que chamou a atenção do país. Entenda os desdobramentos do caso.

FATOS PRINCIPAIS

Erin Patterson, 50, é acusada dos assassinatos de sua sogra Gail Patterson, de seu sogro Donald Patterson e da cunhada de Gail, Heather Wilkinson, além da tentativa de homicídio de Ian Wilkinson, marido de Heather.

Todos eram parentes de seu ex-marido, Simon Patterson, que recusou o convite para o almoço de 29 de julho de 2023.

Os quatro se reuniram na casa de Erin em Leongatha, uma cidade de cerca de 6.000 habitantes a 135 km a sudeste de Melbourne, onde a mãe de dois filhos serviu bife Wellington com purê de batata e vagem.

Posteriormente, descobriu-se que os bifes continham cicuta verde, um dos cogumelos mais letais do mundo.

Em poucas horas, os quatro passaram mal e foram hospitalizados. Ian Wilkinson, que ficou semanas em coma induzido, foi o único sobrevivente.

Erin Patterson foi presa em novembro de 2023 e permanece sob custódia desde então.

O JULGAMENTO

O julgamento começou em 29 de abril em Morwell, uma antiga cidade mineradora a cerca de duas horas de Melbourne.

Segundo informações do tribunal, a acusada teria levado seus filhos ao cinema antes de servir o almoço. Durante o julgamento, foi reproduzida uma gravação da filha de Erin, então com nove anos, quando ouvida pela polícia.

“Mamãe me disse que queria almoçar com meus avós”, disse a menina, cujo nome não pode ser revelado por razões legais. “Disse que queria falar com eles sobre coisas de adulto, e que nós íamos ao cinema.” A menina contou que ela e um irmão foram levados a um McDonald’s para almoçar, antes de ir ao cinema.

Sob supervisão do juiz Christopher Beale, o caso gerou enorme interesse na Austrália e no exterior. Os seis assentos reservados para a imprensa foram distribuídos por sorteio diário, e o público também tem feito fila todas as manhãs para assistir às sessões.

O podcast diário da emissora pública ABC sobre o julgamento é o mais popular do país, enquanto o serviço de streaming Stan encomendou um documentário sobre o que chama de “um dos casos criminais de maior destaque dos últimos tempos”.

As acusações podem levar Erin à prisão perpétua.

ACUSAÇÃO

A promotora Nanette Rogers disse ao tribunal que a acusada colheu os cogumelos tóxicos, os desidratou e mediu uma “dose fatal” em sua balança de cozinha antes de adicioná-los aos bifes servidos aos convidados, garantindo que sua própria refeição não tivesse sido contaminada.

Tudo fez parte de uma “maquinação sinistra”, argumentou Rogers, dizendo que Patterson mentiu à polícia ao negar que já tivesse colhido cogumelos ou possuído um desidratador de alimentos —mais tarde, o utensílio foi encontrado em um lixão com vestígios dos cogumelos tóxicos.

Dezenas de testemunhas, incluindo parentes e especialistas forenses, médicos e micologistas (especialistas em cogumelos) depuseram para a acusação.

Entre eles estava Simon Patterson, que falou sobre o relacionamento tenso com Erin nos meses que antecederam o almoço fatal.

Ian Wilkinson também depôs e contou que a acusada serviu sua própria comida em um prato de cor diferente.

DEFESA

A defesa de Erin Patterson, liderada pelo advogado Colin Mandy, não negou que houvesse cogumelos letais na refeição nem contestou que ela mentiu à polícia sobre detalhes importantes, como a coleta dos cogumelos.

Mandy afirmou ao tribunal, porém, que as mortes foram um “terrível acidente” e que, embora a acusada tivesse “desavenças e frustrações” com seu ex-marido, não tinha motivos para matar os convidados.

Erin depôs no tribunal, passando oito dias no banco das testemunhas, incluindo cinco dias de interrogatório por Rogers. Ela foi a única testemunha da defesa.

JÚRI

Quinze jurados foram inicialmente selecionados para o julgamento, e 12 serão escolhidos por sorteio para participar das deliberações finais.

O juiz Beale repetidamente instruiu o júri a não realizar suas próprias pesquisas sobre o caso nem discuti-lo fora da sala do júri.

Um jurado foi dispensado no mês passado por supostamente discutir o caso com familiares e amigos.

Júris em julgamentos de assassinato no estado de Victoria, onde o caso tramita, devem retornar com um veredicto unânime. Se o júri não conseguir chegar a um veredicto em tempo razoável, o juiz pode ordenar um novo julgamento.



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