Um avião de transporte militar russo caiu nesta terça-feira (31) na Crimeia, território ucraniano anexado, matando 29 pessoas a bordo. A informação foi confirmada pelo Ministério da Defesa de Moscou.
Um relatório afirma que uma equipe de resgate encontrou os destroços da aeronave, um An-26, e que 23 passageiros e seis tripulantes morreram.
A agência de notícias TASS, citando o ministério, disse que o local do acidente foi situado na Crimeia, uma península da Ucrânia que se projeta para o Mar Negro e foi anexada pela Rússia em 2014.
Os relatos da mídia não informaram quantas pessoas estavam a bordo, mas também não mencionaram sobreviventes. “A aeronave AN-26, com a qual a comunicação havia sido perdida anteriormente, caiu em um penhasco, informou a agência TASS do local do acidente”, noticiou a agência.
A agência de notícias RIA informou que, segundo uma avaliação inicial, acredita-se que problemas técnicos tenham causado o acidente. O Ministério da Defesa da Rússia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
A queda de aviões nos últimos anos tem se tornado recorrente. Em dezembro de 2025, uma aeronave militar An-22 caiu em uma região próxima a Moscou, matando todos os sete tripulantes que estavam a bordo. Em julho do mesmo ano, 48 pessoas morreram dentro do Antonov An-24, avião soviético que saiu de Blagoveschensk em direção à Tinda, cidade localizada na fronteira com a China.
Na outra ponta, em janeiro de 2024, o Kremlin acusou a Ucrânia de abater um avião com 74 pessoas a bordo, das quais 65 seriam prisioneiros ucranianos.
O conflito entre os dois países já dura quatro anos e, após o início da guerra de EUA e Israel contra o Irã, a violência no leste europeu chegou a seu nível mais alto. Como gêmeos siameses na geopolítica, os conflitos se interligam por diversos fatores, com Moscou e Kiev buscando tirar vantagem da nova realidade.
Segundo os dados mais recentes do americano Acled (Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos), as duas semanas após a eclosão do conflito do Oriente Médio viram recordes de episódios de violência na guerra europeia: 2.245 entre 6 e 12 de março e 2.041 no período seguinte.
Enquanto a Rússia promoveu o ataque mais intenso da guerra, que durou uma madrugada o dia todo na terça passada (24), os ucranianos têm lançado drones com mais frequência também: foram 302 ações na semana de 13 a 19 de março, um recorde.




