A Polícia Civil do Distrito Federal realizou nesta quinta-feira (6) uma operação contra um brasileiro de 33 anos, cuja identidade não foi divulgada, acusado de ameaçar e enviar mensagens de ódio a autoridades dos Estados Unidos.
A Operação Sentinel, conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento, cumpriu mandados de busca e apreensão em Goiânia. O homem não foi preso, mas teve alguns de seus pertences, incluindo aparelhos eletrônicos, levados para investigação.
A ação, que investiga um caso de extremismo violento com motivação ideológica e racista, foi desencadeada após o Serviço Secreto do Estados Unidos enviar, no mês passado, um alerta ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O suspeito, segundo a Polícia Civil, teria enviado emails com conteúdo de ódio racial e antissemita, além de ameaças a autoridades americanas. Segundo informações da CNN, o presidente Donald Trump era um dos alvos.
No dia seguinte ao envio das mensagens, o homem teria ido até embaixada dos Estados Unidos em Brasília carregando uma mala, mas foi impedido de entrar no local pela equipe de segurança. O episódio foi então denunciado ao governo brasileiro.
A polícia coletou provas para identificar conexões com possíveis grupos extremistas e prevenir a ocorrência de atos violentos. Os agentes apreenderam documentos, incluindo um caderno com anotações que indicavam um suposto plano do homem de tentar entrar nos Estados Unidos via Guatemala. No lacal, havia uma parede rabiscada com a frase “shoot to kill” (atire para matar).
A operação contou com apoio do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação do Ministério Público do Distrito Federal, da Polícia Civil de Goiás e do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça.
Segundo a polícia, a operação tem caráter investigativo e busca impedir a propagação de discursos de ódio e condutas extremistas no Distrito Federal.




