Captura de Maduro por Trump preocupa regime do Irã – 10/01/2026 – Mundo

Captura de Maduro por Trump preocupa regime do Irã -


Sufocado por uma crise econômica, um colapso ambiental e uma onda de protestos, o regime iraniano agora tem mais um motivo para se preocupar: a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, seu aliado, pelo governo de Donald Trump.

Apesar dos mares que separam Teerã de Caracas, a liderança iraniana interpretou a ação americana como um alerta, afirma o analista Alex Vatanka, do centro de pesquisa Middle East Institute, com sede nos Estados Unidos. “A principal lição para o Irã é que as ferramentas de coerção americanas, como sanções econômicas e pressão diplomática, podem culminar na decapitação direta de um regime enfraquecido”, diz.

É um péssimo momento para se dar conta de que Trump pode, um dia, decidir derrubar um inimigo político, mesmo sem o aval do seu Congresso. O regime iraniano teme que o republicano tire vantagem da crise que assola Teerã para intervir também ali —após diversas décadas de antagonismo e ameaças.

Nesse contexto, preocupa que Trump tenha dito, de maneira tão explícita, que está interessado no petróleo venezuelano. O combustível pode ser usado para absorver possíveis choques econômicos decorrentes de uma ação no Irã, afirma Vatanka. No passado, Teerã apostou na ameaça de uma crise global como ferramenta para dissuadir Washington. “Se os EUA neutralizarem esse risco, a vantagem iraniana diminuirá bastante.”

A Venezuela e o Irã se entrelaçam de maneiras inesperadas. O primeiro é um país caribenho de população católica, enquanto o segundo está no Oriente Médio e tem maioria muçulmana. Assemelham-se, dito isso, pela importância do petróleo na sua economia e, em especial, pela inimizade aos Estados Unidos. Tanto a Venezuela quanto o Irã se firmaram nas últimas décadas como dois dos principais antagonistas da política americana, pelo que enfrentaram pesadas sanções econômicas e ameaças.

Outra semelhança é a crise econômica e política que assola tanto a Venezuela quanto o Irã, enfraquecendo suas lideranças. Manifestantes estão nas ruas do Irã há semanas em protesto contra os custos de vida exorbitantes e contra o regime linha-dura que impõe uma interpretação radical do islã. Analistas sugerem que os aiatolás perderam o apoio dos jovens, que agora exigem a abertura política, econômica e social do país.

Trump vem alertando o regime iraniano para que não reprima os protestos. Em uma entrevista recente, disse, por exemplo, que se o governo iraniano atacasse os manifestantes, como fez no passado, poderia ser “golpeado de uma maneira bastante dura pelos Estados Unidos”.

O presidente americano não especificou as ameaças, mas vale lembrar que, em junho, os EUA e Israel bombardearam instalações nucleares iranianas. Washington e Tel Aviv acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares, algo que o país nega, afirmando que apenas busca produzir energia.

Apesar do receio de uma intervenção direta em Teerã, é improvável que siga o roteiro do que ocorreu em Caracas. Vatanka diz que a captura e o traslado do aiatolá Ali Khamenei seriam estruturalmente complicados hoje. “O Irã tem maior capacidade estatal, instituições ideológicas mais fortes e um aparato de segurança muito mais coeso do que a Venezuela, além de maior habilidade para mobilizar uma resistência nacionalista em momentos de ameaça externa”, afirma.

Em resposta aos bombardeios às suas instalações nucleares em junho, o regime iraniano chegou a atacar uma base americana no Qatar. Os riscos de uma intervenção no Irã seriam, portanto, mais elevados do que os enfrentados na Venezuela. Uma ação direta americana também teria repercussões no restante do Oriente Médio, uma região que já vive sob a ameaça de violência e instabilidade.

Entretanto, Trump já deu mostras de surpreender analistas e de tomar decisões arriscadas, como a própria captura de Maduro. Mesmo figuras próximas do presidente americano vinham dizendo, na véspera, que uma ação como aquela era impensável na Venezuela. A imprevisibilidade de Washington significa, agora, que o cálculo do risco mudou em Teerã.



Fonte CNN BRASIL

Leia Mais

EUA pedem saída imediata de cidadãos americanos na Venezuela por

EUA pedem saída imediata de cidadãos americanos na Venezuela por segurança 'instável'

janeiro 10, 2026

naom_657c1fe70081b.webp.webp

Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real

janeiro 10, 2026

Vitória e Atlético-BA abrem Campeonato Baiano com empate sem gols

Vitória e Atlético-BA abrem Campeonato Baiano com empate sem gols

janeiro 10, 2026

1768083581_1767744667695da49b620ac_1767744667_3x2_rt.jpg

EUA realizam ataques contra o Estado Islâmico na Síria – 10/01/2026 – Mundo

janeiro 10, 2026

Veja também

EUA pedem saída imediata de cidadãos americanos na Venezuela por

EUA pedem saída imediata de cidadãos americanos na Venezuela por segurança 'instável'

janeiro 10, 2026

naom_657c1fe70081b.webp.webp

Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real

janeiro 10, 2026

Vitória e Atlético-BA abrem Campeonato Baiano com empate sem gols

Vitória e Atlético-BA abrem Campeonato Baiano com empate sem gols

janeiro 10, 2026

1768083581_1767744667695da49b620ac_1767744667_3x2_rt.jpg

EUA realizam ataques contra o Estado Islâmico na Síria – 10/01/2026 – Mundo

janeiro 10, 2026