Caso Epstein: Veja as principais revelações até agora – 31/01/2026 – Mundo

Caso Epstein: Veja as principais revelações até agora - 31/01/2026


O terceiro conjunto de arquivos do caso Jeffrey Epstein, financista bilionário condenado por crimes sexuais, foi divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na sexta-feira (30). Trata-se do maior lote até o momento, incluindo cerca de 3 milhões de páginas de documentos (entre emails, mensagens de texto, notícias e relatórios de investigação), 180 mil imagens e 2.000 vídeos.

Os novos arquivos se destacam por mostrar que o presidente dos EUA, Donald Trump, foi acusado de abusar sexualmente de uma adolescente de 13 ou 14 anos. A menina, segundo a denúncia apresentada por uma pessoa que se identificou como sua amiga, teria sido forçada a praticar sexo oral no republicano em Nova Jersey, ocasião na qual teria mordido o pênis do hoje presidente.

Ainda de acordo com a denúncia, o abuso teria ocorrido há mais de 30 anos. Os materiais, no entanto, exigem cuidado, já que em arquivos divulgados antes havia um vídeo falso, que depois foi excluído, que supostamente mostrava Epstein dentro de sua cela em Nova York, onde ele se suicidou em 2019.

Veja mais as principais revelações do caso até agora:

Menções a Trump

Outro dos apontamentos contra o presidente americano contidos nos arquivos do terceiro lote é o caso de uma mulher que diz ter sido vítima de uma rede de tráfico sexual no campo de golfe de Trump, na Califórnia, de 1995 a 1996, que envolvia orgias com meninas jovens e modelos da Victoria’s Secret.

O Departamento de Justiça afirma que as acusações contra o presidente não têm credibilidade. O republicano não foi formalmente acusado de cometer qualquer crime relacionado ao caso Epstein e nega ter conhecimento dos abusos cometidos pelo financista.

Há também um resumo feito por funcionários do FBI com mais de uma dúzia de denúncias do público envolvendo Trump e Epstein, segundo o jornal americano The New York Times. A razão pela qual os investigadores elaboraram o documento não está clara.

Em resposta a um pedido de comentário do jornal, a Casa Branca referiu-se às afirmações do Departamento de Justiça de que os lotes divulgados “podem incluir imagens, documentos ou vídeos falsos ou falsamente enviados” e de que alguns dos documentos continham acusações falsas contra Trump que foram enviadas ao FBI antes da eleição de 2020.

O segundo conjunto, publicado no dia 23 de dezembro, também continha diversas menções a Trump. Documentos mostram que, em 2021, foi enviada uma intimação a Mar-a-Lago, residência do republicano na Flórida, solicitando registros relacionados ao processo do governo contra Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein no esquema de tráfico sexual.

Emails escritos em janeiro de 2020 por um procurador federal de Manhattan apontam que Trump foi listado como passageiro no jato de Epstein pelo menos oito vezes de 1993 a 1996, incluindo algumas ocasiões em que também havia mulheres jovens dentro do avião. Os documentos, porém, não indicam se as informações deram origem a investigações posteriores nem se alguma das denúncias foi confirmada.

Lula e Bolsonaro

Os documentos também trazem menções a Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, em contextos distintos e sem comprovação de envolvimento direto dos dois brasileiros nos crimes atribuídos ao financista.

No caso de Bolsonaro, mensagens atribuídas a Epstein mostram conversas com Steve Bannon, estrategista da ultradireita americana, durante a campanha presidencial de 2018. Nos diálogos, Bannon afirma que precisava manter sua relação com Bolsonaro “nos bastidores” e discute a eleição brasileira como estratégica para um projeto político global.

As trocas sugerem interesse em uma eventual aproximação após o segundo turno, incluindo a possibilidade de uma visita de Bannon ao Brasil. Não há, porém, indícios de que Bolsonaro tenha participado dessas conversas ou mantido contato direto com Epstein.

Já Lula aparece citado em emails em que Epstein afirma ter recebido uma ligação do linguista Noam Chomsky com o petista na linha, quando o então ex-presidente estava preso em Curitiba, em 2018. A Presidência da República negou que a ligação tenha ocorrido, e especialistas ouvidos apontam que uma comunicação desse tipo seria incompatível com as regras da carceragem da Polícia Federal.

As mensagens também mencionam a eleição brasileira e comentários genéricos de Epstein sobre política e negócios na América do Sul. Assim como no caso de Bolsonaro, os documentos não apresentam provas de contato direto entre Lula e o financista nem indicam participação do presidente brasileiro em irregularidades.

Elon Musk, Bill Gates e Howard Lutnick, secretário de Comércio dos EUA, são alguns dos nomes que aparecem relacionados a Epstein nos documentos do lote mais recente.

Musk e Epstein teriam trocado mensagens combinando um encontro na Flórida ou no Caribe entre 2012 e 2014. Lutnick planejava uma visita à ilha do financista em 2012, embora tenha afirmado que cortou laços com Epstein em 2005.

Emails publicados mostram que o financista, em 2013, afirmou que Gates mantinha relações sexuais extraconjugais e disse ter ajudado o bilionário a conseguir medicamentos “para lidar com as consequências do sexo com garotas russas”. A Fundação Gates classifica as acusações de “absolutamente absurdas e completamente falsas”.

O ex-presidente democrata Bill Clinton apareceu em fotografias do primeiro lote disponibilizado pelo Departamento de Justiça, em 19 de dezembro. Pouco depois da liberação do segundo conjunto, em sua primeira manifestação sobre a divulgação dos arquivos de Epstein, Trump disse não gostar de ver publicadas as imagens que mostram Clinton e outras pessoas e classificou a exposição de “algo terrível”.

“Sempre me dei bem com Bill Clinton. Tenho sido gentil com ele, ele tem sido gentil comigo… Odeio ver fotos dele sendo divulgadas, mas é isso que os democratas —principalmente democratas e alguns maus republicanos— estão pedindo, então estão divulgando minhas fotos também.”

Outras celebridades, como Mick Jagger, Michael Jackson, Diana Ross, Chris Tucker e Andrew Mountbatten-Windsor, filho da rainha Elizabeth 2ª que perdeu o título de príncipe, são mencionadas em documentos ou aparecem em fotografias dos arquivos de Epstein. Não há, no entanto, evidências de que essas pessoas cometeram irregularidades ou tinham conhecimento sobre os crimes do financista.

Atraso e frustração

A lei que exige a divulgação dos documentos do caso, aprovada em novembro passado, determinava que o governo americano o fizesse até o dia 19 de dezembro. Esta foi a data, no entanto, em que o Departamento de Justiça publicou apenas o primeiro lote de arquivos.

O primeiro conjunto frustrou alguns legisladores americanos, já que, embora incluíssem milhares de fotografias e documentos de investigação, pouco acrescentaram à compreensão pública da conduta de Epstein e não forneceram muitas informações adicionais sobre as ligações do financista com empresários e políticos ricos e poderosos que se associavam a ele —havia poucas menções a Trump, por exemplo.

Último lote

Segundo o procurador-geral adjunto dos EUA, Todd Blanche, esta pode ter sido a última grande liberação de arquivos de Epstein. A Casa Branca, ainda de acordo com Blanche, não supervisionou a liberação dos lotes e não apontou o que deveria ser censurado ou não pelo Departamento de Justiça.

O adjunto disse que a pasta censurou imagens de todas as mulheres nos arquivos, exceto de Ghislaine Maxwell, companheira de Jeffrey Epstein e condenada por tráfico sexual, além de documentos com informações de identificação pessoal ou informações médicas das vítimas e materiais que retratavam abuso sexual infantil, morte ou violência.



Fonte CNN BRASIL

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