A China executou, nesta quinta-feira (29), 11 pessoas ligadas a grupos criminosos de Mianmar. Entre os executados, estão “membros-chave” das redes que administram poderosos centros de golpes virtuais, informou a imprensa estatal chinesa.
Numerosos complexos de fraude proliferaram nas zonas fronteiriças sem lei de Mianmar, como parte de uma indústria ilícita que movimenta bilhões de dólares. Nesses centros, costumam trabalhar estrangeiros, entre eles muitos chineses, que denunciaram ser vítimas de tráfico humano e forçados a aplicar golpes pela internet.
Nos últimos anos, Pequim intensificou a cooperação com os países do sudeste asiático para acabar com essas instalações, com milhares de pessoas sendo repatriadas para a China.
As 11 pessoas executadas nesta quinta-feira foram condenadas à morte em setembro de 2025 por um tribunal da cidade de Wenzhou, no leste da China, informou a agência oficial de notícias Xinhua, que acrescentou que o mesmo tribunal realizou as execuções.
Entre os crimes imputados estão, “homicídio intencional, lesões intencionais, detenção ilegal, fraude e estabelecimento de cassinos”, segundo relatório.
As penas de morte foram aprovadas pelo Tribunal Popular Supremo, que considerou que as provas apresentadas dos crimes cometidos desde 2015 eram “conclusivas e suficientes”, acrescentou a Xinhua.
Entre os executados, estavam membros do “grupo criminoso Família Ming”, cujas atividades haviam contribuído para a morte de 14 cidadãos chineses e para as lesões de “muitos outros”.
“Foi permitido aos familiares próximos dos criminosos se reunirem com eles antes da execução”, acrescentou a Xinhua.




