Como a América Latina deve lidar com o caos de Trump? – 29/04/2025 – Latinoamérica21

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Na mais recente edição da revista The Economist, a política comercial dos EUA sob Donald Trump é descrita como “A Era do Caos”. Desde 2017, os EUA passaram a adotar uma postura contrária ao livre comércio, iniciando com tarifas unilaterais contra a China e a saída do Tratado Transpacífico (TPP), uma posição que Hillary Clinton e, mais tarde o governo Biden, também apoiaram.

Sob o segundo governo Trump, no entanto, a política comercial tornou-se ainda mais caótica e imprevisível, rompendo com compromissos multilaterais e afetando até aliados tradicionais como Canadá, Reino Unido, União Europeia e Austrália.

Essa nova fase também impactou diversos países da América Latina, inclusive aqueles com tratados de livre comércio (TLC) com os EUA, como México, Chile, Colômbia, Peru, Costa Rica, Panamá, entre outros. Enquanto Biden buscava engajar esses países por meio de iniciativas como a APEP, voltadas para a prosperidade e o afastamento da China, Trump ignorou esses esforços e impôs tarifas unilateralmente.

O que fazer diante desse cenário? Os EUA parecem esperar que os países ofereçam concessões adicionais além do que foi acordado nos TLCs e consolidado na OMC — concessões que envolvem temas sensíveis como propriedade intelectual e proteção de investimentos. No entanto, as nações latino-americanas devem evitar ceder rapidamente. Isso por três razões principais: Trump age fora das regras tradicionais e sem garantias; os negociadores comerciais nem sempre consideram os impactos geopolíticos; e uma resposta isolada enfraquece as posições da região.

Nesse contexto, é essencial fortalecer a coordenação regional. Muitos desses países já integram fóruns como a Aliança do Pacífico e a APEC. Embora o México tenha um vínculo especial com os EUA, os demais compartilham interesses em comum: respeito aos acordos e reconhecimento de seu peso estratégico. A chave está em agir em bloco, elevando o custo do não cumprimento por parte dos EUA e dando mais força às suas demandas.

Exemplos de ação coordenada já existem, como o da ASEAN, no Sudeste Asiático, onde os países, mesmo mantendo diálogos bilaterais, unificam estratégias regionais. Esse modelo pode servir de inspiração para a América Latina. Em um mundo comercial mais instável, a força está na união — e não na resposta individual. Para enfrentar a “Era do Caos”, a América Latina precisa mais do que resiliência: precisa de estratégia comum.


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