
Mais de 170 mil pessoas foram deslocadas no nordeste da Síria desde o início de janeiro, na sequência de confrontos recentes nas províncias de Aleppo, Hasakeh e Raqqa, em pleno inverno.
Agências humanitárias alertam que a situação permanece instável, com locais deslocados sobrelotados e necessidades humanitárias em rápido crescimento.
As Nações Unidas e parceiros humanitários continuam a intensificar a resposta de emergência, ao mesmo tempo que lidam com os impactos de fortes tempestades de inverno que atingiram várias regiões do país.
As condições climáticas adversas agravaram os desafios de acesso, danificaram infraestruturas e aumentaram a vulnerabilidade das populações afetadas pelo conflito.
Esta semana, um comboio humanitário interagências partiu da capital, Damasco, e chegou à cidade de Qamishli, na província de Hasakeh. O carregamento incluia alimentos, roupas quentes, cobertores e outros bens essenciais.
Estão previstos mais comboios nos próximos dias, enquanto prossegue a distribuição de alimentos, pão e apoio financeiro em centros e locais que acolhem pessoas deslocadas.
De acordo com a comunidade humanitária, a situação continua frágil em várias províncias, especialmente em Hasakeh, onde vários centros de acolhimento continuam sobrelotados.
Parceiros da ONU no local prestam serviços de saúde móveis, incluindo vacinação e cuidados de saúde mental. A área de nutrição tem também sido reforçada, sendo possível alcançar mais de 1,5 mil crianças e centenas de mulheres grávidas e lactantes na província de Hasakeh.
Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, os serviços estão também a ser afetados por uma forte tempestade de inverno, que atingiu várias províncias sírias na semana passada.
As principais rotas montanhosas permanecem fechadas, isolando comunidades nas cidades de Latáquia e Tartús. Em Hama e Homs, inundações e estradas cortadas continuam a restringir o acesso às zonas afetadas.
Desde outubro do ano passado, parceiros humanitários prestaram assistência de inverno, incluindo cobertores, roupas quentes e material de aquecimento, a quase 450 mil pessoas.
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