Copa do Mundo feminina é a do ‘quem faz não toma’ – 26/07/2023 – O Mundo É uma Bola

Copa do Mundo feminina é a do 'quem faz não

Há uma velha máxima no futebol, muito conhecida por quase todos que acompanham o esporte: “Quem não faz toma”.

De acordo com ela, o time que domina as ações ofensivas e tenta, tenta, tenta, mas não consegue fazer o gol devido a volume de jogo improlífico e/ou finalizações imprecisas, sofre um castigo: quem balança as redes é a equipe rival, que pouco tinha sido capaz de ameaçar até então.

Não tenho estatísticas disponíveis –acredito que nem existam– para comprovar ou não essa sentença, e a minha impressão é a de que ela ocorre na minoria das vezes.

Geralmente, o time superior tenta, tenta, tenta e acaba por fazendo o gol, e não tomando.

Na Copa do Mundo feminina, que está em andamento desde o dia 20 e tinha realizado 18 jogos até o momento em que escrevo este texto (começo da madrugada de quarta-feira, dia 26, no horário brasileiro), o que se vê é a máxima “quem não faz toma” invertida.

Nas partidas no Mundial na Oceania, que tem como sedes a Austrália e a Nova Zelândia, “quem faz não toma”.

O retrato dessa dúzia e meia de jogos mostra que em 14 deles (78%) a seleção que saiu na frente ganhou sem que sua goleira fosse vazada.

Isso com o placar mínimo (1 a 0, visto em sete partidas) ou com resultados elásticos, como Alemanha 6 x 0 Marrocos, Japão 5 x 0 Zâmbia e Brasil 4 x 0 Panamá.

Nas quatro partidas restantes, aconteceram três 0 a 0 e em umazinha, Suécia 2 x 1 África do Sul, registrou-se a exceção: as duas seleções fizeram gol (irrisórios e incríveis 6% do total de jogos).

As sul-africanas, por sinal, trataram de mandar a nova máxima “quem faz não toma” competentemente às favas. Não apenas fizeram e tomaram como não tomaram só um, mas dois gols, levando a virada e perdendo o confronto.

Comparando esse panorama com o de outras edições da Copa feminina, a situação “quem faz não toma” não aconteceu com tamanha frequência.

Na edição anterior, em 2019 na França, nas 18 primeiras partidas, seis (33%) acabaram com os dois adversários balançando as redes. Na antepenúltima edição, em 2015 no Canadá, foram 5 dos 18 jogos iniciais (28%) com gol para os dois lados.

Na finalização desses campeonatos, o na França terminou com 40% dos encontros tendo gol dos dois lados, e o no Canadá, com 46%.

No Mundial masculino mais recente, em 2022 no Qatar, 7 das 18 primeiras partidas (39%) registraram gols das duas seleções que duelavam. E no final quase metade (48%) dos jogos tiveram gols de ambas as equipes.

Feitas essas comparações, é de se atentar para o andamento da Copa na Oceania, a fim de conferir se o “quem faz não toma” é uma tendência a ser consolidada (um ponto fora da curva que entrará na curva) ou se não passa de uma constatação inicial a ser gradativamente pulverizada ao longo do torneio.


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Fonte:UOL e CNN
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