Dólar recua com alívio em petróleo e esforços para liberar Estreito de Ormuz

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O dólar recua quase 1% frente ao real na manhã desta segunda-feira (16), movimento que contribui para aliviar a curva de juros futuros. O cenário externo também favorece a queda dos rendimentos dos Treasuries, em meio à mobilização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em busca de apoio internacional para garantir a navegação no Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã após ataques de EUA e Israel.

O petróleo registra queda superior a 2% no barril do WTI e viés de baixa no Brent, que ainda se mantém acima de US$ 102 por volta das 9h30. Já o IBC-Br de janeiro, divulgado nesta manhã, ficou praticamente em linha com as expectativas do mercado e teve impacto limitado nos negócios.

O IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, avançou 0,78% em janeiro na comparação com dezembro, próximo da projeção de 0,80% do mercado, após recuo de 0,15% no mês anterior. O crescimento foi puxado pelos setores de serviços, que subiram 0,81%, e da indústria, com alta de 0,37%. A agropecuária, por outro lado, registrou queda de 1,49%. No acumulado de 12 meses, o indicador apresenta alta de 2,26%, sinalizando desaceleração em relação ao ritmo observado em 2025.

No relatório Focus, a mediana das projeções para a inflação suavizada nos próximos 12 meses passou de 3,94% para 3,99%, ante 3,95% há um mês. Já a estimativa para o IPCA de 2026 subiu de 3,91% para 4,10%, ainda 0,40 ponto percentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Para 2027, a projeção permaneceu estável em 3,80%.

Os economistas também revisaram as expectativas para a próxima decisão de política monetária. Segundo o Focus, o mercado agora projeta que o Banco Central reduza a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual, para 14,75%, na reunião desta quarta-feira. É a primeira vez, desde dezembro de 2025, que a mediana das projeções deixa de indicar corte de 0,50 ponto.

Outro dado divulgado nesta segunda-feira mostra aceleração da inflação de curto prazo. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da FGV, avançou 0,26% na segunda quadrissemana de março, após alta de 0,04% na primeira leitura do mês. Em 12 meses, o índice acumula elevação de 3,04%.

No cenário internacional, a União Europeia discute o envio de navios para garantir a circulação de embarcações no Estreito de Ormuz, diante do agravamento do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que já levou o petróleo Brent a subir mais de 40% ao longo de março.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, minimizou os impactos do conflito e afirmou que a imprensa tenta transformar a ofensiva liderada por Washington e Tel Aviv “em uma crise que não existe”.

Dados divulgados pela OCDE indicam que o PIB do G20 cresceu 0,7% no quarto trimestre de 2025, desacelerando em relação à expansão de 0,9% registrada no trimestre anterior, com perda de ritmo especialmente na economia dos Estados Unidos.

Relatório do Banco de Compensações Internacionais (BIS) também aponta aumento da dívida global corporativa. Segundo a instituição, a dívida internacional emitida por empresas afiliadas fora de seus países de origem alcançou US$ 11 trilhões no terceiro trimestre de 2025, avanço de 40%. Nos mercados emergentes, o crescimento foi impulsionado principalmente por Brasil, Rússia e China.

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Estadao Conteudo | 10:00 – 16/03/2026

 



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