Forças americanas no Mar do Caribe apreenderam mais um petroleiro que, segundo o governo Donald Trump, tem ligações com a Venezuela, no capítulo mais recente do esforço da Casa Branca para assumir o controle sobre o petróleo do país sul-americano.
A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, escreveu nesta quinta-feira (15) em redes sociais: “O navio-tanque Veronica havia passado anteriormente por águas venezuelanas e estava operando em desacordo com a quarentena estabelecida pelo presidente Trump para embarcações sancionadas no Caribe.”
Uma publicação nas redes sociais do Comando Sul dos EUA sobre a captura informou que fuzileiros navais e marinheiros partiram do porta-aviões USS Gerald R. Ford para realizar a captura, enquanto o post de Noem observou que, como em incursões anteriores, uma equipe tática da Guarda Costeira dos EUA conduziu o embarque e a apreensão.
Noem compartilhou um vídeo que parecia mostrar parte da captura da embarcação. As imagens em preto e branco mostravam helicópteros pairando sobre o convés de um navio mercante enquanto homens armados desciam ao convés por cordas.
O Veronica é o sexto navio-tanque apreendido pelas forças americanas como parte do esforço do governo Trump para controlar a produção, refino e distribuição global dos produtos petrolíferos da Venezuela, e o quarto desde a captura de Nicolás Maduro pelos EUA em uma operação surpresa há quase duas semanas.
Noem, em sua postagem nas redes sociais, disse que a operação foi realizada em “estreita coordenação com nossos colegas” nas Forças Armadas, bem como nos departamentos de Estado e Justiça.
A captura ocorre no mesmo dia em que o presidente Trump deverá reunir-se com a líder da oposição venezuelana María Corina Machado em Washington. Na véspera, Trump anunciou que conversou com a a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
“Discutimos muitas coisas, acho que tudo está indo muito bem com a Venezuela”, disse o presidente a jornalistas no Salão Oval. Ela foi classificada como “uma pessoa formidável” pelo republicano. Após as declarações, Delcy disse que seu país “se abre a um novo momento político”.




