O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (13) que os Estados Unidos atacaram a ilha de Kharg, localizada a aproximadamente 30 quilômetros da costa do Irã e de onde saem mais de 90% do petróleo exportado pelo regime.
“Momentos atrás, sob minhas ordens, o Comando Central dos EUA executou um dos bombardeios mais poderosos da história do Oriente Médio, obliterando completamente todos os alvos militares na joia da coroa iraniana, a ilha de Kharg”, afirmou o republicano em sua plataforma, a Truth Social.
“Por razões de decência, optei por não destruir a infraestrutura petrolífera da ilha”, contunuou Trump. “Contudo, caso o Irã, ou qualquer outro país, interfira na livre e segura passagem de navios pelo Estreito de Hormuz, reconsiderarei imediatamente essa decisão.”
O estreito, que está bloqueado por Teerã em resposta à Guerra no Irã, é um dos mais importantes canais de escoamento de petróleo do mundo, o que já vinha impactando o preço da commodity. O novo ataque tem o potencial de inflacionar ainda mais o petróleo.
EUA e Israel vinham bombardeando localidades em todo o Irã, com exceção da ilha, justamente por temores de que um ataque do tipo causasse disparada ainda maior dos preços. Nesta sexta, por exemplo, o barril de petróleo voltou a fechar acima de US$ 100, no segundo dia consecutivo em que a commodity fica na casa dos três dígitos.
Algo do tipo não ocorria desde julho de 2022 e é a provável razão pela qual Washington poupou a infraestrutura petrolífera da ilha no ataque mais recente.
Além de abalar o mercado mundial, a destruição dos tanques de petróleo de Kharg interromperia quase completamente a exportação do regime e afetaria mais diretamente China. No ano passado, segundo a consultoria Kpler, 13,4% do petróleo cru comprado por Pequim veio do Irã, equivalente a mais de 80% da produção do país persa.




