As autoridades do Irã executaram pelo menos 841 pessoas desde o início deste ano até 28 de agosto. A informação é do Escritório das Nações Unidas para Direitos Humanos, com sede em Genebra.
O país ignorou vários apelos em todo o mundo para abolir a pena de morte, realizando as execuções em uma média de 3,5 pessoas por dia.
Somente em julho, foram 110 aplicações da pena de morte, mais do que o dobro de execuções no mesmo período do ano passado.
O Escritório da ONU afirma que o alto número de mortes pela pena capital revela um padrão sistêmico de utilização da sentença como um meio de intimidação pelo Estado iraniano. E as maiores vítimas são minorias étnicas e migrantes.
No momento, existem 11 pessoas no corredor da morte. Seis foram acusadas de “rebelião armada” por causa de alegações de associação com o grupo de Mojahedin-e-Khalq, MEK. Cinco estariam condenadas à morte por terem participado de protestos de rua em 2022, quando a jovem Mahsa Amini, de 22 anos, foi presa e morta sob custódia do Estado iraniano por não estar usando corretamente o véu islâmico.
UN Photo/Jean-Marc Ferré
Sede do Escritório de Direitos Humanos, em Genebra
No último dia 16, a Suprema Corte confirmou a pena de morte contra uma ativista dos direitos dos trabalhadores Sharifeh Mohammadi, de 45 anos.
A pena de morte é incompatível com o direito à vida. Não existe espaço para execuções num contexto de dignidade humana. Além disso, a prática cria um risco inaceitável para pessoas inocentes que podem ser condenadas por engano.
A ONU afirma que a pena de morte jamais pode ser imposta para condutas protegidas pelos direitos humanos internacionais.
O alto comissário para Direitos Humanos, Volker Turk, pediu ao governo do Irã que declare moratória da pena de morte a caminho de sua abolição no país, e que retire todas as pessoas condenadas do corredor da morte.
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