O exército sírio sinalizou neste sábado (10) que tomou a área dos combatentes curdos em Aleppo à força após o cessar-fogo temporário não ter impedido combates.
A violência na segunda maior cidade do país aprofundou uma das principais linhas de conflito. A promessa feita pelo presidente Ahmed al-Sharaa de unificar o país sob uma única liderança após 14 anos de guerra tem enfrentado resistência das forças curdas, que desconfiam de seu governo liderado por islamistas.
Os EUA e outras potências mundiais saudaram um cessar-fogo no início da semana, mas as forças curdas se recusaram a deixar o último reduto de Sheikh Maksoud, distrito de Aleppo. O exército da Síria disse na sexta-feira (9) à noite que conduziria uma operação terrestre para expulsá-los.
FORÇAS CURDAS DIZEM QUE ESTÃO RESISTINDO
No início do sábado, o exército da Síria disse que havia terminado de vasculhar Sheikh Maksoud, mas que alguns combatentes curdos ainda estavam escondidos. Em uma declaração por escrito, as forças curdas negaram que o governo tivesse dominado a região e afirmaram que ainda estavam resistindo. Repórteres da Reuters na cidade não ouviram o som de confrontos.
A tomada de Sheikh Maksoud pelo exército encerraria o controle curdo sobre bolsões de Aleppo mantidos por forças curdas desde que a guerra na Síria eclodiu em 2011. As forças curdas ainda controlam grandes partes do nordeste da Síria, onde administram uma zona semiautônoma.
Eles têm resistido aos esforços de integração ao novo governo da Síria, composto por ex-combatentes rebeldes que derrubaram o líder de longa data Bashar al-Assad em dezembro de 2024. Com as negociações sobre sua fusão paralisadas, os combates eclodiram em Aleppo na terça-feira (6), deixando pelo menos nove civis mortos e forçando mais de 140.000 a fugir.
O enviado dos EUA, Tom Barrack, disse em um comunicado no X publicado no sábado que havia se reunido com o ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman al-Safadi, em Amã, para consolidar um cessar-fogo e garantir a “retirada pacífica” das forças curdas de Aleppo.




