
Uma explosão no subsolo do escritório do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, em Beirute interrompeu uma entrevista da representante da agência ao jornalista Ezzat El-Ferri da ONU News, na quarta-feira.
Blerta Aliko se assustou durante a gravação com o que parecia um estrondo sônico, que foi rapidamente seguido por uma série de quatro a seis detonações. Ela disse que se tratava de um bombardeio de saturação que exigiu a evacuação imediata do local.
Apesar da emergência, a segurança de todos os membros da equipe foi confirmada em seus respectivos escritórios. A ONU segue protocolos de segurança estabelecidos para operar em áreas de conflitos e riscos.
Representante disse haver registro de muitos ataques a quem oferece ajuda
Retomando o relato sobre a situação “extremamente crítica” do país, Aliko detalhou uma realidade sem perspectiva de trégua. Ela citou o diretor-geral da organização Cruz Vermelha falando de mais de 300 vítimas fatais confirmadas apenas nos episódios mais recentes.
As esperanças por um cessar-fogo rapidamente se dissiparam, dando lugar a um cenário sombrio onde os ataques devem prosseguir dia e noite.
A representante classificou o cenário libanês como uma “tempestade perfeita”: a combinação letal de um colapso econômico preexistente, anos de instabilidade e a intensificação brutal do conflito em 2024.
O impacto humanitário inclui o deslocamento em massa. Mais de 1,2 milhão de pessoas foram forçadas a deixar suas casas. O saldo de vítimas ultrapassa 1,5 mil pessoas, com um número alarmante de mulheres e crianças.
A representante disse haver registro de muitos ataques a quem oferece ajuda. Há registros de assassinatos de paramédicos, socorristas locais e membros da Força Interina da ONU no Líbano, Unifil.
No âmbito macroeconômico, a crise apagou a luz no fim do túnel que o Líbano e a comunidade internacional começavam a enxergar. Para a representante, a produção e a economia voltaram a estagnar, aprofundando os vestígios da grave crise financeira que já assolava o país.
Aliko declarou que apesar de um panorama de tragédia, o trabalho do Pnud segue focado na resposta à crise.
A entrevista abordou esforços de coesão social, recuperação e reconstrução, com ênfase na complexa relação com doadores internacionais que, mesmo em meio às tensões, demonstram generosidade para manter o apoio aos libaneses necessitados.
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