O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o presidente Lula (PT) por ter desistido de ir ao Chile para a posse do direitista José Antonio Kast na Presidência do país.
O petista cancelou a viagem após o parlamentar confirmar sua presença na cerimônia.
“O Lula foi muito pequeno com essa postura, ele não consegue conviver com pessoas que pensam diferente dele. O Chile é um importante parceiro comercial do Brasil, pode ser uma saída para o oceano Pacífico, com o corredor bioceânico. Ele deixa de defender os interesses dos brasileiros e coloca uma questão pessoal, uma birra, um rancor em primeiro lugar”, disse aos jornalistas na escadaria do Congresso chileno, em Valparaíso.
Indicado como pré-candidato do bolsonarismo para concorrer contra Lula, Flávio disse que o petista tem “ódio no coração” e rancor.
Kast é visto como o político mais à direita a comandar o Chile desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-90). Com sua posse, o país encerra um período de quatro anos da liderança esquerdista de Gabriel Boric, aliado de Lula na região.
Nesta quarta (12), Flávio também defendeu à imprensa chilena a inocência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado.
“Ele é muito forte, tem uma mente muito forte e está muito consciente do que está acontecendo no Brasil. Vamos trabalhar para tirá-lo dessa situação o quanto antes, e a justiça será feita com o presidente Bolsonaro.”
Questionado sobre o apoio à ex-presidente chilena Michelle Bachelet para se tornar secretária-geral das Nações Unidas, o senador disse que a ONU deixou de ter legitimidade e que se deixou dominar pela ideologia.
8 de Janeiro
Flávio também agradeceu ao presidente Javier Milei após autoridades da Argentina concederem pela primeira vez refúgio a um brasileiro foragido da Justiça por envolvimento nos ataques às sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
O beneficiado é Joel Borges Correa, preso no país vizinho quando tentava atravessar a Cordilheira dos Andes rumo ao Chile em novembro de 2024.
“Espero que seja o primeiro de muitos, os brasileiros foram para lá em busca de esperança, em busca de viver em um país democrático e assim que a democracia retornar plenamente ao Brasil, essas pessoas poderão voltar.”




