Pela primeira vez, as Forças Armadas de Israel reconheceram nesta quinta-feira (29) que pelo menos 70 mil palestinos foram mortos durante a guerra na Faixa de Gaza, reconhecendo que o número do Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas, está correto.
O órgão palestino diz que 71.667 pessoas foram mortas durante os dois anos da guerra, que começou com o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023 e terminou com o cessar-fogo acordado em outubro do ano passado.
Entidades internacionais como a ONU sempre disseram que, em geral, os números do Ministério da Saúde eram confiáveis, e estudos independentes apontam que eles podem na verdade subestimar o real número de mortos em Gaza.
O governo Binyamin Netanyahu, entretanto, questionou a confiabilidade dos dados ao longo de todo o conflito. Chamando a conta de “errônea”, a diplomacia de Tel Aviv atacou por diversas vezes veículos de mídia que se baseavam na contagem do Ministério para reportar o número de mortos na guerra.
No anúncio desta quinta, as Forças Armadas israelenses não recuam da afirmação de que os dados do Ministério da Saúde têm problemas —eles não fazem distinção, por exemplo, entre combatentes e civis. Israel também nega que pelo menos 400 palestinos tenham morrido de fome, como afirma o órgão controlado pelo Hamas.
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