O Comitê de Ética da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (16) um relatório em que diz ter encontrado “evidências substanciais” de que o deputado pelo Partido Republicano George Santos violou leis federais, segundo relatou o jornal americano The New York Times.
Após a divulgação do documento, o político filho de brasileiros anunciou que não pretende concorrer à reeleição.
O relatório é fruto de uma investigação de quase nove meses contra o republicano, eleito há um ano para representar o terceiro distrito de Nova York, que abrange partes de Long Island e o Queens. O documento abre caminho para uma nova tentativa de expulsá-lo da Casa —menos de um mês depois de uma moção para cassar seu mandato ser rejeitada no plenário por 213 votos contra 179.
O argumento em favor da expulsão, cujo pedido foi feito por colegas de bancada de Santos de Nova York, eram as 23 acusações que o político enfrenta na Justiça, além das inconsistências em sua biografia. Na ocasião, porém, prevaleceu a posição de que a Casa deveria esperar o avanço das investigações do Comitê de Ética, além do andamento judicial do caso, antes de analisar uma medida do tipo.
Várias das acusações judiciais foram corroboradas pelo relatório que o Comitê de Ética submeteu à Câmara. Em 56 páginas, ele reúne evidências de que Santos usou fundos de campanha para fins pessoais, enganou doadores e forneceu dados falsos ou incompletos sobre suas finanças, entre outros.
Ainda de acordo com o jornal, todos os membros do Comitê votaram para encaminhar as conclusões ao Departamento de Justiça. Em comunicado, afirmam que o republicano “está aquém da dignidade exigida por seu cargo e trouxe sério descrédito à Câmara”.
O órgão se absteve de indicar medidas punitivas no texto. Mas diversos deputados já haviam anunciado que votariam pela cassação de Santos se o órgão encontrasse provas de conduta criminosa ou de grave violação ética por parte do deputado.




