Guardiola dá a deixa para a CBF: quer treinar uma seleção – 23/02/2024 – O Mundo É uma Bola

Guardiola dá a deixa para a CBF: quer treinar uma


A Confederação Brasileira de Futebol fracassou miseravelmente, recentemente, na tentativa de trazer um treinador estrangeiro de ponta para dirigir a seleção brasileira.

A entidade chefiada por Ednaldo Rodrigues bancava que o italiano Carlo Ancelotti, 64, comandaria o Brasil neste ano, a partir de junho, quando seu contrato com o Real Madrid terminasse.

Isso sem a imprescindível assinatura de contrato.

Deu no que deu: no fim do ano passado, Ancelotti renovou com o Real, deixando a CBF a ver navios –um deles, a própria seleção, meio que afundando devido a um péssimo 2023 sob Ramon Menezes e, depois, Fernando Diniz.

A confederação recorreu então a Dorival Júnior, 61, campeão da Copa do Brasil com o São Paulo, que fará sua estreia no próximo mês, em amistosos contra Inglaterra e Espanha.

Seu contrato vai até o fim da Copa do Mundo de 2026, para a qual precisará antes classificar a atualmente periclitante seleção.

Vamos portanto de era Dorival e boa sorte a ele, pois tudo indica que precisará.

Pensemos, contudo, no depois, Dorival sendo bem-sucedido ou não. E pensemos grande.

Pensemos em Pep Guardiola, 53, o melhor treinador do mundo, à frente da seleção.

Não se pensava nisso antes, em tempos recentes, porque o espanhol que ganhou tudo com o Manchester City (campeonatos e copas nacionais, Champions League, Mundial de Clubes) estava focado somente no time inglês.

Isso, entretanto, mudou. Guardiola deu entrevista à ESPN na qual questionou-se o que ele ainda almeja na carreira profissional.

A resposta: “Uma seleção nacional. Gostaria de ter a experiência de viver uma Copa do Mundo, uma Eurocopa, uma Copa América, o que seja. Gostaria de vivenciar isso”.

Guardiola não disse a partir de quando, até porque tem contrato com o Man City até a metade de 2025.

Na minha cabeça, encerrando esse vínculo, ele tirará um período sabático de um ano, que culminará na Copa do Mundo de 2026 (sediada por EUA, Canadá e México), estando então pronto para começar um ciclo em uma seleção de ponta.

Apesar de ele, na entrevista, ter dado uma de humilde e falado que é preciso saber que seleção o quer, t-o-d-a-s querem Guardiola.

Chega-se assim a este questionamento: qual seleção Guardiola quer? Deve ter suas preferências, e é certo que uma delas, quiçá a maior, é a seleção brasileira.

Pouco mais de uma década atrás, antes da Copa de 2014, no Brasil, o espanhol externou sua vontade de assumir o cargo, porém não houve negociação, e ele ao sair do Barcelona acabou no Bayern de Munique.

O fato é que Guardiola, mesmo antes de ser treinador, sempre foi um admirador, desde bem jovem, do futebol brasileiro.

Mais de uma vez elogiou o Brasil de 1970 (tricampeão no México), o Brasil de 1982 (que encantou e perdeu na Espanha), o São Paulo de 1992 (campeão intercontinental diante do Barcelona do jogador Guardiola).

Jogadores brasileiros estiveram com ele em anos recentes no Man City, foram prestigiados e triunfaram: Gabriel Jesus, Fernandinho, Danilo, Ederson –este último continua lá.

Assim sendo, e sabendo do desejo de Pep, o Brasil precisa deixar claro desde já que o quer.

A CBF –recuso-me a aventar a hipótese de que a entidade não considere a contratação do top dos tops– precisa fazer contato com ele já e deixar as portas abertíssimas para o multicampeão desembarcar no Brasil para o ciclo 2027-2030.

É cedo para assinar um contrato, porém é importante marcar território. Afirmar “fomos atrás dele, falamos com ele”. E fazer Guardiola se posicionar.

Teria, decerto, de ser uma posição definida e imediata. Nada de respostas escorregadias como “estou lisonjeado, vamos ver, vou pensar”. Ou quer ou não quer.

Se não quiser, não há o que se fazer e pensa-se em alternativas. Vai que Dorival tem sucesso e seja viável prosseguir; vai que Abel Ferreira, 53, se proponha ao desafio; vai que seja a vez de Renato Gaúcho, 53 (gostaria de um dia vê-lo lá).

Só Ancelotti está vetado. Esnobou a “Amarelinha”, como dizia Zagallo ao se referir à seleção brasileira, está fora, que fique pela Europa mesmo.

Mas, se Guardiola quiser, que o Brasil se permita essa oportunidade.

Pode até não dar certo, pois no futebol só um ganha e dezenas perdem, porém é necessário aproveitar a chance, rara, de contar com ele.

Que viria cheio de motivação e extremamente desejoso de ganhar o que ainda não tem: Copa América e Copa do Mundo. Empenho e gana não faltariam.

O historicamente, mesmo que não presentemente, melhor futebol do mundo merece (mais que merecer, precisa) ter o suprassumo dos treinadores.

Mesmo que seja para o “mercado futuro”, não é hora de pestanejar.



Source link

Leia Mais

Governo bloqueia R$ 1,2 bilhão do Executivo e R$ 334

Governo bloqueia R$ 1,2 bilhão do Executivo e R$ 334 milhões de emendas

março 31, 2026

174000252967b654e1110aa_1740002529_3x2_lg.jpg

Antissemitismo no Brasil é maior do que pré-guerra em Gaza – 30/03/2026 – Mundo

março 31, 2026

naom_606f32fcb76a1.webp.webp

Juíza manda soltar Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, e mantém prisão de Jairinho

março 31, 2026

Zanin condena acusado de participar de trote misógino contra alunas

Zanin condena acusado de participar de trote misógino contra alunas

março 31, 2026

Veja também

Governo bloqueia R$ 1,2 bilhão do Executivo e R$ 334

Governo bloqueia R$ 1,2 bilhão do Executivo e R$ 334 milhões de emendas

março 31, 2026

174000252967b654e1110aa_1740002529_3x2_lg.jpg

Antissemitismo no Brasil é maior do que pré-guerra em Gaza – 30/03/2026 – Mundo

março 31, 2026

naom_606f32fcb76a1.webp.webp

Juíza manda soltar Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, e mantém prisão de Jairinho

março 31, 2026

Zanin condena acusado de participar de trote misógino contra alunas

Zanin condena acusado de participar de trote misógino contra alunas

março 31, 2026