
O conflito no Oriente Médio pode colocar até 32 milhões de pessoas na pobreza até o fim deste ano, de acordo com novas estimativas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud.
O estudo de impacto econômico prevê que, no pior cenário, 162 países seriam abalados. Segundo o levantamento, as nações diretamente afetadas pelo conflito e aquelas que dependem de energia importada sofrerão os efeitos mais drásticos.
A escalada militar no Oriente Médio pode empurrar mais de 30 milhões de pessoas para a pobreza em todo o mundo
A agência considerou diversos fatores como perda de produtividade, aumento do desemprego e inflação nos preços da energia e da comida.
Os dados do Pnud, gerados com modelagem computacional, sugerem que a escalada militar no Oriente Médio pode custar às economias da região de 3,7% a 6% do seu Produto Interno Bruto, PIB, coletivo.
Isso representa uma perda de US$ 120 a 194 bilhões, um valor que supera o crescimento acumulado do PIB regional alcançado em 2025.
No fim de semana, as negociações entre Estados Unidos e Irã terminaram sem acordo. Segundo agências de notícias, o governo norte-americano anunciou um bloqueio direcionado aos portos iranianos, aumentando preocupações em relação ao tráfego marítimo e ao comércio global.
O economista-chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, FAO, declarou que as interrupções da navegação impostas pelo Irã no Estreito de Ormuz podem elevar os preços dos alimentos nos próximos meses.
Máximo Torero alertou que atrasos no transporte de fertilizantes e outros insumos devem perturbar os ciclos de plantio e reduzir a produtividade das lavouras.
Segundo ele, embora os preços globais dos alimentos tenham permanecido relativamente estáveis , “o tempo está se esgotando”, com riscos que provavelmente se concretizarão à medida que os agricultores tomarem decisões para a próxima safra.
Acnur/Magnum Photos/Emin Ozme
Famílias deslocadas no Líbano abrigam-se num edifício que, em tempo de paz, é um orfanato
No Líbano, o número de vítimas civis continua aumentando, com mais de 2 mil mortos registrados pelas autoridades nacionais. O deslocamento populacional, a insegurança alimentar e a pressão sobre os serviços de saúde estão se agravando em todo o país.
Mais de 1,1 milhão de pessoas foram deslocadas, incluindo cerca de 390 mil crianças.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirma que a escalada militar está aumentando os riscos para os menores, incluindo a separação familiar, o sofrimento psicológico e a exposição a doenças em condições de superlotação nos abrigos.
Já a Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou em nota que paramédicos e outros socorristas estão enfrentando um aumento de “ataques direcionados” no Líbano. Desde 2 de março 57 profissionais de saúde foram mortos e pelo menos 158 ficaram feridos.
No domingo, um paramédico da Cruz Vermelha Libanesa morreu durante uma missão no sul do país. De acordo com a organização, a equipe de saúde foi alvo direto de um drone israelense.
O coordenador humanitário da ONU no Líbano, Imran Riza, afirmou estar “profundamente entristecido” com a morte, estendendo suas condolências à família e aos colegas do paramédico e ressaltando que os socorristas devem ser protegidos em todos os momentos.
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