Um homem de 20 anos foi preso em Amparo, no interior de São Paulo, após confessar à Polícia Militar ter matado e esquartejado o primo da esposa, de 34 anos. Segundo o relato do suspeito, o crime teria sido motivado por episódios de abuso e assédio que a mulher afirmava sofrer da vítima desde a adolescência.
De acordo com a ocorrência, o caso aconteceu na noite de sexta-feira (22). O suspeito, identificado como Lucas, contou aos policiais que o homem, chamado Caio, foi até a casa do casal por volta das 22h.
Ainda segundo o depoimento, Lucas afirmou que ouviu gritos vindos da sala e encontrou a esposa em luta corporal com a vítima. Ele disse que pegou uma faca para tentar defendê-la e acabou atingindo Caio durante a briga.
Após o homicídio, o suspeito relatou que esquartejou o corpo usando uma faca e uma serra. Em seguida, espalhou os restos mortais em diferentes pontos da cidade no sábado (23), incluindo áreas próximas ao bairro Flamboyant e regiões acima do cemitério municipal. Parte do corpo permaneceu na residência do casal, segundo a polícia.
Lucas também afirmou ter descoberto recentemente que a esposa teria sido abusada pela vítima entre os 12 e os 14 anos e que ela vinha recebendo mensagens do homem nos últimos meses.
Depois do crime, o suspeito teria se arrependido e procurado familiares antes de acionar a Polícia Militar. Aos agentes, ele indicou os locais onde havia deixado as partes do corpo. Segundo os policiais, algumas áreas eram de difícil acesso, o que dificultou as buscas.
A perícia da Polícia Civil de Bragança Paulista foi chamada para realizar os trabalhos no imóvel e nos demais locais apontados pelo suspeito.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Amparo. Lucas permaneceu preso após confessar o crime. A esposa dele foi liberada e deverá prestar depoimento posteriormente. As partes envolvidas são acompanhadas por advogados.
Um homem e duas mulheres foram apontados como executores do crime pelo MP-SC. Eles, que moravam no mesmo condomínio que a corretora, foram acusados de roubo qualificado pelo resultado de morte (latrocínio), ocultação de cadáver e corrupção de menor.
Folhapress | 08:48 – 24/05/2026