ICE deve deixar de ser pauta diária, diz Markwayne Mullin – 18/03/2026 – Mundo

ICE deve deixar de ser pauta diária, diz Markwayne Mullin


O senador Markwayne Mullin tentou adotar um tom conciliador em sua sabatina ao cargo de secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos na quarta-feira (18). Ele sugeriu que vai recuar de algumas das políticas de imigração agressivas que geraram preocupação entre parlamentares de ambos os partidos —sua confirmação ao cargo é tida como praticamente certa.

Mullin, republicano de Oklahoma, deixou claro que permaneceria leal a Donald Trump e cumpriria sua promessa de reprimir a imigração ilegal e intensificar as prisões.

Mas ele disse aos senadores do Comitê de Segurança Interna que, sob sua liderança, os agentes de imigração não entrariam mais em residências sem mandado judicial. Ele afirmou que o Departamento de Segurança Interna promoveria relações mais próximas com as cadeias, sugerindo um afastamento das grandes operações urbanas como a recente em Minneapolis.

E disse que se arrependia dos comentários que fez após o tiroteio fatal de Alex Pretti no início deste ano, no qual o chamou de “indivíduo perturbado”. O New York Times e outros veículos concluíram, com base em evidências de vídeo disponíveis, que Pretti não parecia representar uma ameaça aos agentes no momento de sua morte, e o incidente está sendo investigado por agências federais.

Mullin disse que não deveria ter feito tais comentários antes de uma investigação formal. “Essas palavras provavelmente deveriam ter sido retiradas”, disse Mullin. “Eu não deveria ter dito isso e, como secretário, não diria.”

A expectativa é que o comitê vote sobre o avanço da indicação de Mullin já na quinta-feira. A audiência ocorreu em um momento delicado para o Departamento de Segurança Interna, que tem foi alvo de escrutínio durante a liderança de Kristi Noem por suas táticas pesadas de fiscalização imigratória e sua abordagem em relação aos gastos.

Pesquisas mostraram uma queda no apoio à agência após um ano de operações generalizadas nas principais cidades americanas e o tiroteio de Pretti e de outro cidadão americano em Minneapolis.

Mullin terá que encontrar um equilíbrio entre cumprir as promessas de Trump de aumentar a fiscalização imigratória e, ao mesmo tempo, reparar a imagem da agência.

Poucos detalhes eram conhecidos publicamente sobre as posições detalhadas de Mullin em relação à imigração ou à política do DHS, mas na audiência ele se distanciou de algumas das decisões tomadas pela agência sob Noem.

Ele disse que os funcionários do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) não entrariam mais em residências sem mandado judicial, a menos que estivessem perseguindo alguém.

“Não entraremos em uma casa ou estabelecimento comercial sem mandado judicial, a menos que estejamos perseguindo um indivíduo que corra para dentro de um estabelecimento comercial ou casa”, disse Mullin. Muitos funcionários do ICE estavam frustrados por não poderem entrar em residências sem mandados judiciais e disseram que isso prejudicava sua capacidade de realizar prisões.

Autoridades do governo Trump vinham defendendo há meses o uso de mandados administrativos ao entrar em residências para prender imigrantes sem status legal permanente.

Em resposta a perguntas do senador Andy Kim, democrata de Nova Jersey, Mullin pareceu se comprometer a revogar uma política imposta por Noem. A política exigia que seu gabinete revisasse subsídios e contratos de pelo menos 100 mil dólares, um nível de escrutínio que Kim disse ter atrasado o fluxo de ajuda em desastres. Mullin disse que “absolutamente” revogaria a política.

Mullin também disse que queria que o ICE se tornasse uma agência de “transporte”, mais focada em buscar indivíduos nas cadeias em vez de estar na linha de frente. Ele prometeu trabalhar com líderes das chamadas cidades-santuário e ouvir suas preocupações depois de anteriormente ter apoiado a retirada de apoio financeiro de estados e cidades que evitam a coordenação com a fiscalização federal de imigração.

Seus comentários contrastaram com o tom adotado por Noem, que repetidamente atacou as cidades-santuário e acusou líderes democratas de proteger criminosos violentos.

Mullin disse que o DHS “esperançosamente trabalhará com eles, e nunca contra eles”. No último ano, a agência conduziu operações abrangentes em grandes locais-santuário, incluindo Los Angeles, Chicago e, nos últimos meses, Minneapolis.

“Meu objetivo em seis meses é que não estejamos na manchete principal todos os dias”, disse ele. “Meu objetivo é que as pessoas entendam que estamos lá fora, protegendo-as e trabalhando com elas.”

Alguns senadores questionaram se Mullin daria um bom exemplo para um departamento que tem sido alvo de escrutínio pelo uso de força por seus agentes. O senador Rand Paul, republicano do Kentucky e presidente do comitê, criticou duramente comentários recentes nos quais Mullin chamou Paul de “cobra maldita”. Ele também repreendeu Mullin por declarações que fez depois que um vizinho de Paul o atacou violentamente, fazendo com que o parlamentar de Kentucky fosse hospitalizado.

Mullin reconheceu que disse que “entendia” por que Paul poderia ter sido atacado, mas se recusou a pedir desculpas.

“Apenas me pergunto se alguém que aplaude a violência contra seus oponentes políticos é a pessoa certa para liderar uma agência que tem lutado para aceitar limites ao uso adequado da força”, disse Paul, olhando diretamente para Mullin, que permaneceu impassível.

Mais tarde, Paul levantou a possibilidade de adiar a votação do comitê sobre a indicação de Mullin se ele não estivesse disposto a discutir viagens internacionais passadas que Mullin alegou serem confidenciais.

O senador Gary Peters, o principal democrata do comitê, pressionou Mullin sobre declarações vagas que o senador fez sobre servir no exterior e o cheiro da guerra, enquanto sugeria que ele não trabalhou sob um ramo das Forças Armadas dos EUA. Após a audiência, Mullin e senadores do painel discutiram as viagens em uma instalação segura no Capitólio. Paul disse posteriormente que planejava votar não na confirmação de Mullin.

Se Paul mantiver sua oposição, Mullin provavelmente precisará do apoio de um democrata para avançar sua indicação no comitê. Esse apoio pode vir do senador John Fetterman, da Pensilvânia, que disse antes da audiência que apoiava a indicação de Mullin.

Alguns parlamentares também questionaram Mullin sobre como ele supervisionaria a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA). A gestão de Noem dos fundos de socorro a desastres irritou até mesmo alguns republicanos, que criticaram longos atrasos na assistência da FEMA.

Mullin também expressou apoio à visão de Trump e Noem de que a FEMA deveria dar mais autonomia aos estados e comunidades e responder a menos desastres, ao mesmo tempo em que acelera o fluxo de ajuda em desastres. A FEMA precisa ser “reestruturada, não eliminada”, disse Mullin.



Fonte CNN BRASIL

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