O primeiro-ministro do governo houthi do Iêmen, Ahmad Ghaleb al-Rahwi, e vários outros ministros foram mortos após um ataque israelense na capital, Sanaa, informou a agência de notícias administrada pelo grupo no sábado (30), citando uma declaração do chefe do conselho político supremo houthi, Mahdi al-Mashat.
Várias outras pessoas ficaram feridas no ataque ocorrido na última quinta-feira (28), disse a agência. Israel afirmou, na sexta-feira (29), que o bombardeio tinha como alvo o chefe do Estado-Maior dos houthis, grupo alinhado ao Irã, o ministro da Defesa e outros altos funcionários.
A declaração de Mashat não deixou claro se o ministro da Defesa houthi estava entre as vítimas.
Ahmad Ghaleb al-Rahwi tornou-se primeiro-ministro há quase um ano, mas o líder de fato do governo era seu vice, Mohamed Moftah, que foi designado no sábado (30) para desempenhar as funções de premiê.
Rahwi era visto amplamente como uma figura simbólica que não fazia parte do círculo íntimo da liderança houthi.
O Exército israelense disse que seus caças atacaram um complexo na área de Sanaa onde altos funcionários houthi estavam reunidos, descrevendo o ataque como uma “operação complexa” possibilitada pela coleta de inteligência e superioridade aérea.
Na quinta-feira (28), membros das forças de segurança israelenses disseram que os alvos eram vários locais onde um grande número de altos funcionários houthis haviam se reunido para assistir a um discurso televisionado do líder Abdul Malik al-Houthi.
O grupo tem atacado embarcações no Mar Vermelho em ações que descrevem como atos de solidariedade aos palestinos em Gaza.
Eles também dispararam mísseis em direção a Israel, a maioria dos quais foi interceptada. Israel respondeu com ataques a áreas controladas pelos houthis no Iêmen, incluindo o importante porto de Hodeidah.