O Irã acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (13), de incentivar a desestabilização política, incitar a violência e ameaçar a soberania, a integridade territorial e a segurança nacional do país, escreveu o embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, ao Conselho de Segurança da organização.
“Os Estados Unidos e o regime israelense têm responsabilidade legal direta e inegável pela consequente perda de vidas civis inocentes, particularmente entre os jovens”, escreveu ele na carta, que também foi enviada ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.
Ele escreveu a carta em resposta a uma publicação de Trump nas redes sociais feita no início desta terça.
O americano afirmou que cancelou qualquer diálogo com autoridades iranianas e incentivou manifestantes iranianos a “tomarem as instituições”, em mais um sinal de apoio americano aos grandes protestos que tomaram as ruas de diversas cidades do país persa e já somam 2.000 mortes, pelas contas da ONG de direitos humanos Hrana.
“Patriotas iranianos, CONTINUEM A PROTESTAR —TOMEM SUAS INSTITUIÇÕES!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um grande preço. Eu cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que essa matança sem sentido de manifestantes ACABE. AJUDA ESTÁ A CAMINHO. MIGA!!! [Make Iran Great Again]”, escreveu Trump na rede Truth Social, com as habituais letras maiúsculas.
Em outro indicador de que os protestos são reprimidos de forma brutal, entidades afirmaram que Teerã deverá executar, nesta quarta-feira (14), um manifestante preso. Se concretizada, essa será a primeira execução desde o início dos atos.




