O regime do Irã anunciou nesta terça-feira (2) que fará um funeral de Estado de três dias para o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica morto nos ataques aéreos feitos por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, em episódio que desencadeou a atual guerra no Oriente Médio.
Khamenei, que esteve à frente do regime iraniano por quase 40 anos, foi morto em sua casa no centro de Teerã. Inicialmente, as autoridades planejavam fazer as cerimônias fúnebres em 4 de março, mas a continuidade do conflito levou ao adiamento da homenagem.
Em entrevista à televisão estatal iraniana, o vice-prefeito de Teerã, Mohammad Amin Tavakolizadeh, afirmou que o país prepara uma cerimônia pública para se despedir do líder religioso e político.
Embora não tenha informado uma data exata, Tavakolizadeh indicou que o funeral poderá ocorrer no início do “muharram”, o primeiro mês do calendário islâmico, que neste ano cai em meados de junho.
Segundo o dirigente, as homenagens serão realizadas em Teerã e também nas cidades sagradas de Qom e Mashhad. Esta última deverá ser o local de sepultamento de Khamenei.
As autoridades esperam uma mobilização de grandes proporções. Ainda de acordo com Tavakolizadeh, apenas a cerimônia na capital deverá durar pelo menos 24 horas e reunir até 20 milhões de pessoas.
A morte de Khamenei representou um dos episódios mais marcantes do conflito iniciado no fim de fevereiro e abriu um período de instabilidade política no país. Desde a morte do aiatolá, o regime iraniano passou a ser liderado por seu filho, Mojtaba, eleito por um conselho de clérigos para dar continuidade ao regime teocrático islâmico do país persa.
Desde o anúncio de seu nome, entretanto, Mojtaba não foi visto em público. Ele foi ferido no ataque que abriu a guerra contra a teocracia, e seu estado de saúde é incerto.




