O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá uma reunião com altos funcionários do governo nesta terça-feira (13) para discutir possíveis opções de resposta aos protestos no Irã, segundo autoridades americanas confirmaram ao diário The Wall Street Journal.
A expectativa é que participem do encontro o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. O trio esteve à frente da coordenação da operação que capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.
Na reunião, devem ser debatidos os próximos passos em relação à crise iraniana, entre eles a adoção de novas sanções contra o regime, a possibilidade de ações militares, o uso de armas cibernéticas contra alvos militares e civis e o reforço de plataformas antigovernamentais na internet.
Também é considerado o envio de terminais da Starlink ao Irã. O serviço de internet via satélite, de propriedade de Elon Musk, poderia permitir o restabelecimento do acesso à rede, recentemente bloqueado pelas autoridades iranianas.
Segundo as autoridades, discussões preliminares realizadas na semana passada no alto escalão do governo levantaram a preocupação de que uma ação dos Estados Unidos ou de Israel em apoio aos manifestantes acabe fortalecendo a narrativa do regime iraniano de que a revolta estaria sendo estimulada por atores externos.
O jornal também afirma que o governo encaminhou memorandos às agências federais, solicitando contribuições para possíveis respostas à situação no Irã, incluindo a identificação de potenciais alvos militares e opções econômicas, antes da reunião com Trump, segundo algumas autoridades.
No entanto, o presidente americano não deve tomar nenhuma decisão final durante o encontro, já que as tratativas ainda estão em estágio inicial. Também não há sinais de movimentação militar na região que indiquem preparativos para ataques.
Neste domingo (11), o chefe do Legislativo iraniano ameaçou atacar bases militares americanas no Oriente Médio caso os Estados Unidos ajam primeiro. Na véspera, Marco Rubio e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, conversaram sobre os protestos no Irã e a situação no Oriente Médio.
O governo Netanyahu teme que Israel, também acusado pelo regime iraniano de estar por trás dos protestos, possa ser impactado por uma escalada na crise e possíveis ataque militares.




