Líderes dos EUA e do Irã se reúnem na capital paquistanesa, Islamabad, neste sábado (11), para negociações que podem encerrar a guerra de seis semanas travada entre os dois países.
A delegação dos EUA, que é liderada pelo vice-presidente J. D. Vance e inclui o enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro do mandatário americano, Jared Kushner, chegou em dois aviões da Força Aérea dos EUA a uma base aérea em Islamabad na manhã de sábado.
Ali, eles foram recebidos pelo chefe do Exército do Paquistão, marechal de campo Asim Munir, e pelo ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar.
A delegação iraniana, encabeçada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, chegou na sexta-feira (10) com vestes pretas em sinal de luto pela morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei e outros iranianos. Eles carregavam sapatos e bolsas de estudantes mortas durante o bombardeio dos EUA a uma escola próxima a um complexo militar, afirmou o governo iraniano na plataforma X.
Antes do encontro, porém, Teerã, havia lançado dúvidas sobre as conversas, afirmando que qualquer acordo teria de incluir ataques ao Líbano e fim de sanções.
O diálogo será o de maior escalão entre EUA e Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. Se as duas partes realizarem negociações presenciais como esperado, seriam as primeiras conversas diretas desde 2015, quando foi firmado um acordo sobre o programa nuclear de Teerã.
Trump cancelou o acordo nuclear em 2018, durante seu primeiro mandato. Naquele ano, Khamenei proibiu novas conversas diretas entre autoridades dos EUA e do Irã.




