No início do quinto dia de guerra contra o Irã, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos vão controlar o espaço aéreo iraniano. “Os líderes iranianos vão olhar para o céu e ver apenas forças americanas e israelenses. Todos os minutos de todos os dias até nós decidirmos que acabou”, disse, na manhã desta quarta-feira (4).
Assim como outros membros do governo Trump, o secretário disse que a operação no país persa está apenas começando, que os Estados Unidos estão acelerando os ataques e anunciou que novos bombardeios são esperados nesta quarta.
Ao repetir que a suposta força nuclear do Irã é a principal justificativa para o início dos ataques, Hegseth também afirmou que o regime em Teerã não tem intenção de negociar acordo nuclear com Washington. Ele ainda criticou o regime de ataque a civis por falta de capacidade de “lutar de igual para igual”.
Porém, ele foi questionado sobre o bombardeio em uma escola de meninas, que deixou ao menos 175 mortos, Hegseth se esquivou e disse que isso está sob investigação. “Tudo que posso dizer é que isso está sob investigação e nós nunca tivemos civis como alvos.”
Antes de a guerra começar, Hegseth disse que os EUA teriam reposicionado 90% das tropas americanas para locais onde não poderiam ser atingidas por ataques iranianos —apesar disso, ao menos seis militares americanos já morreram desde o início dos ataques.
O secretário anunciou o assassinato de um líder iraniano que teria planejado o assassinato o presidente dos EUA, Donald Trump, em 2024. A identidade do homem não foi divulgada, porém, na época, o Departamento de Justiça acusou um iraniano de envolvimento com um suposto plano ordenado pela Guarda Revolucionária para assassinar Trump
Em novembro de 2024, a pasta acusou formalmente três homens de conspiração, um deles teria sido encarregado de “fornecer um plano para matar Trump” e foi localizado no país persa. Já outros dois teriam participado de outra conspiração.ana de origem iraniana descrita como crítica do regime dos aiatolás.
Assim como na segunda-feira, Hegseth estava acompanhado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Dan Caine. Durante o evento, Caine detalhou que o Irã tem demonstrado redução nos ataques.
Segundo ele, os mísseis balísticos do Irã caíram 86% em relação ao primeiro dia de combates, com uma redução de 23% apenas nas últimas 24 horas. Ainda segundo o general, os ataques com drones em uma só direção tiveram uma redução de 73%.




