Os principais locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém, a Mesquita de Al-Aqsa, a Igreja do Santo Sepulcro e o Muro das Lamentações, foram reabertos nesta quinta-feira (9) após permanecerem fechados por 40 dias devido a restrições impostas por Israel devido à guerra no Irã.
Centenas de fiéis muçulmanos, judeus e cristãos voltaram a frequentar os espaços, marcando o retorno das orações coletivas após um acordo de cessar-fogo cercado de incertezas.
O fechamento dos locais sagrados havia sido determinado no fim de fevereiro, em meio à escalada militar no Oriente Médio, o que gerou críticas de representantes das três religiões. No feriado de Páscoa, a cidade amanheceu com ruas vazias de fiéis na Sexta-Feira Santa em meio ao forte esquema de segurança e às restrições impostas.
O cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, chegou a ter sua entrada à Igreja do Santo Sepulcro negada pelas autoridades israelenses. A sua passagem foi posteriormente liberada pelo premiê Binyamin Netanyahu.
A Cidade Velha de Jerusalém, bairro circunscrito às antigas muralhas da cidade, é dividida em quatro seções sob bases religiosas e contém locais sagrados do cristianismo, do islã e do judaísmo.
Apesar da trégua, o cenário segue incerto. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou ainda na quarta (8) que forças militares americanas permanecerão na região e ameaçou retomar ações caso Teerã não cumpra integralmente o acordo.
O Irã classificou como “irracional” avançar nas negociações por um acordo de paz permanente após novos ataques israelenses no Líbano, os mais letais desde o início do conflito, enquanto persistem divergências sobre o programa nuclear iraniano.
Washington afirma que Teerã aceitou interromper o enriquecimento de urânio, versão contestada por autoridades iranianas, evidenciando a fragilidade do cessar-fogo e os desafios para uma solução duradoura.
Enquanto isso, a criação de uma espécie de cabine de pedágio no estreito de Hormuz virou a principal peça de barganha do Irã nas negociações de paz marcadas para ocorrer neste sábado (11) em Islamabad, a capital do Paquistão.




