Pelo menos 606 migrantes morreram ou desapareceram no Mar Mediterrâneo em 2026, informou nesta segunda-feira (23) a OIM (Organização Internacional para as Migrações).
Apenas em janeiro foram contabilizados 459 mortes ou desaparecimentos na travessia para a Europa, o maior número para o primeiro mês do ano desde que a contagem começou, em 2014.
Segundo a agência de notícias AFP, o porta-voz da OIM estimou que, no naufrágio mais recente, ocorrido no sábado (21) perto da ilha grega de Creta, “pelo menos 30 migrantes são considerados desaparecidos ou mortos após o barco em que estavam ter virado devido ao mau tempo”.
As autoridades gregas afirmaram que apenas quatro corpos —de três homens e uma mulher— foram recuperados até o momento. As buscas continuavam nesta segunda com quatro lanchas-patrulha para encontrar possíveis sobreviventes.
Também no sábado, 20 pessoas foram resgatadas na área marítima de Kaloi Limenes por um navio mercante enviado ao local a mando do Centro Grego de Busca e Resgate. Entre os migrantes, em sua maioria sudaneses e egípcios, havia quatro menores de idade.
A OIM indicou que o barco partiu de Tobruk, na Líbia, em 19 de fevereiro e virou a cerca de 20 milhas náuticas (pouco menos de 40 quilômetros) ao sul de Kali Limenes.
Em 26 de janeiro, a organização relatou a morte de gêmeas de um ano, vítimas de hipotermia pouco antes do desembarque em Lampedusa, na Itália. No total, oito crianças já morreram no Mediterrâneo em 2026, segundo os dados da OIM.
As rotas do Mediterrâneo são os principais caminhos de entrada irregular na Europa e também os mais letais. Desde 2014, 34 mil pessoas são consideradas desaparecidas na travessia. A maioria delas na rota conhecida como o Mediterrâneo Central, em que migrantes saem principalmente da Líbia e da Tunísia em direção à Itália e a Malta.




