As temperaturas extremas do inverno europeu formaram uma crosta de gelo sobre um trecho do mar Báltico, no norte da Polônia, na semana passada, atraindo turistas e moradores que queriam tirar fotos da paisagem no último fim de semana.
Embora seja comum, o fenômeno normalmente não congela extensões tão grandes das praias do país. Com os termômetros da região chegando a quase -20°C, porém, era possível até mesmo caminhar sobre o gelo.
“Vale a pena vir ver, porque é um fenômeno que observamos com bastante frequência na Polônia, mas não nessa escala”, afirmou à agência de notícias AFP a turista Karol Kiejnerski, que visitava a praia perto da vila de Mikoszewo.
No começo de janeiro, a nevasca mais forte dos últimos oito anos paralisou parcialmente países da Europa, levando ao fechamento de estradas e aeroportos e à suspensão de aulas e do transporte público.
Segundo especialistas, o aquecimento global faz com que nevascas fortes sejam cada vez mais raras na maior parte da Europa. Além da tempestade recorde de 1946 em Paris, os episódios mais recentes remontam a 1966 (20 centímetros), 1987 (14 centímetros) e 2010 e 2018 (12 centímetros).




